sábado, 29 de novembro de 2008

PARA SE PENSAR



by Vinícius, para poucos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

DE VOLTA À ATIVA


E ai galera, vamos botar essa porra pra funcionar. Isso aqui está mais parado que olho de vidro, se fosse água já tinha era dado dengue faz tempo.
Mas deixando as águas que passaram de lado, mais uma vez venho explicar esse marasmo todo, dessa vez em prol dos colaboradores dessa zona. Não é que a galera aqui é descendente de baiano, alguns sim, mas não vem ao caso no momento, o final de ano veio pra matar dessa vez, liquidou toda e qualquer tentativa de vida social desses sequelados, faculdade não é mole não. Agora que estão todos um pouco mais aliviados, ou não, dos trabalhos finais vamos voltar a ativa com força total nesse verão, trazendo uma enxurrada de informações para vocês.
Falando em enxurrada gostaria de parabenizar a nossa "surfista de enxurrada", ela o "bagrim de enchente", Luiza, pela sua iniciativa mostrando nossa solidariedade para o pessoal mais ao sul, mais especificamente os catarinenses. Ela que estava por lá cobrindo os últimos acontecimentos literalmente "boiando", voltou milagrosamente para Curitiba. Ninguém sabe ao certo, alguns acreditam que foi a nado, outros que de canoa, mas ela afirma que foi de ônibus mesmo.
Isso que é empenho para não perder as finais, uma salva de palmas para ela, o buda em cima da pedra (talvez assim ela tenha conseguido permanecer "ilhada" como alguns dizem) e os sinceros parabéns Luiza.

CALAMIDADE PÚBLICA

Depois de quinze horas de viagem, consegui voltar pra Curitiba. Minha cidade favorita, Pomerode, destruída. Blumenau idem. O Parque Vila Germânica, onde ocorre a Oktoberfest, tomado pela lama do Itajaí-Açu. Sem falar de Balneário Camboriú, Itajaí, Gaspar...
A gente não merecia isso, não mesmo.

Esse texto é da coluna do Kennedy Alencar no site da Folha.


Pagamos o preço do descaso urbanístico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu o ritual que se espera de alguém em sua posição. Visitou áreas devastadas por enchentes em Santa Catarina e liberou recursos com alguma presteza. É injusta a crítica de que Lula demorou a agir.
De fato, ele tinha compromissos de estado, como a visita do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev. E, na manhã da última segunda-feira, antes de começar a reunião ministerial, Lula orientou ministros a agir rapidamente, o que foi feito.
De imediato, o importante é socorrer as vítimas. É preciso que a ajuda chegue rapidamente a quem necessita. Será necessário um acompanhamento gerencial rigoroso para avaliar se os recursos realmente chegarão lá na ponta, como se costuma dizer na burocracia.
E as causas de fundo? Quais são?
Houve um rápido processo de urbanização do Brasil no século passado, sobretudo na segunda metade. As cidades cresceram rapidamente sem planejamento urbanístico, visto como frescura por administradores obreiros.
São Paulo tinha as suas marginais que inundavam todos os anos, problema que diminuiu bastante faz poucos anos. O Rio padece a cada verão. As moradias em encostas em Belo Horizonte também. Até as tesourinhas do Plano Piloto de Brasília, aquelas passagens de nível que parecem autorama, são armadilhas em tempos de chuva --isso numa cidade com menos de 50 anos e que foi supostamente bem planejada. Todas as grandes cidades brasileiras sofrem com bueiros entupidos --e boa parte dessa culpa é de quem joga lixo na rede pública de esgoto.
O que se vê agora em Santa Catarina é uma repetição do que aconteceu no início dos anos 80. Passaram-se 30 anos, tempo suficiente para um planejamento urbanístico conseqüente produzir resultado.
A gente sabe que o cobertor é curto. Há uma briga danada pelos recursos dos orçamentos públicos. Num país com as carências do Brasil, o sujeito que tem um barracão no alto do morro está bem melhor do que aquele que dorme na sarjeta. Favelas e moradias irregulares viraram uma triste realidade.
Há ainda a corrupção, um problema endêmico no Brasil, mas muito menor hoje do que foi no passado. Obviamente, existem prioridades sociais, como melhorar nossos sistemas educacional e de saúde.
Dito isso, parece óbvio que o planejamento urbanístico deva virar uma prioridade dos administradores nos níveis federal, estadual e municipal. A ausência desse planejamento é a principal responsável por tragédias como a de Santa Catarina. É preciso pensar o crescimento das cidades. Dentro do possível, ordenar ou minimizar a bagunça que já existe. Fiscalizar construções irregulares não só de peixinhos, mas também dos tubarões. E oferecer uma alternativa razoável para quem tem um teto na beira do precipício.
Sem essas medidas, não adianta culpar o presidente, o governador, o prefeito, São Pedro e o aquecimento global. Mas adiantaria muito cobrar medidas dos três primeiros e pensar bastante antes de entupir com lixo a rede pública de esgoto.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

EXPLICAÇÕES


Bem pessoal, estou aqui pra explicar o motivo do desaparecimento de todos, o bom e velho FIM DE ANO. Algo que faz com que todos fiquem correndo bastante para conseguir terminar tudo, por isso peço desculpas aos que esperam ansiosamente por novos posts. Faculdade aperta e outros afazeres passam a ter prioridades, então vim aqui só pra deixar 1 justificativa e um trabalhinho de facul pra num deixar tão desamparado o cabaret. É isso ai e curtam o perfil do Gaiman, porque tá legal. Modéstia passou longe agora. Abraço a todos.


“Com um pouco de areia eu mostrarei o terror a vocês”. Com tal frase T.S. Eliot¹, estampada em cartazes sem muito alarde, se deu o início da série Sandman, que alçou Neil Gaiman para as estrelas, como um dos grandes escritores da atualidade.
Tendo se tornado uma das histórias em quadrinhos de sucesso mais bem vendidas, ela tem como personagem central Sandman conhecido por vários nomes, Morpheus, ou Sonho são alguns deles. É rei do sonhar - o mundo dos sonhos e um imortal como seus irmãos, os únicos de sua raça. Os Perpétuos (Morte, Desejo, Delírio, Desespero, Destino e Destruição) como são chamados, são seres que já habitavam o universo antes de tudo existir e partirão depois que tudo se extinguir. Cada qual possui domínios próprios e costumam passear por entre os humanos, às vezes em seus sonhos e suas mentes, outras vezes acabam presos por ocultistas inescrupulosos que almejam os seus poderes, ou simplesmente tentando ser um de nós, viver e se apaixonar, seja esse amor humano ou não.
Mesclando uma série de referências da cultura pop com mitologia e história (até Shakespeare faz uma ponta em algumas histórias), Gaiman eleva os quadrinhos a outro patamar. Com uma proposta divergente do rotineiro, em que os heróis não mais são o foco e as histórias não são mais infantis, ele cria uma trama intrincada levando o leitor habitual a um novo nível.
Sempre trajando uma velha jaqueta de couro e roupas pretas, Gaiman conquistou uma legião de fãs. Por onde passa fica a impressão de estar-se diante de um “pop star” do mundo musical e não apenas um escritor. Mas não são apenas fãs que ele coleciona. Prêmios é o que não falta em sua estante. Trata-se de um artista multimídia, com trabalhos em prosa, poesia, filmes, jornalismo, músicas, quadrinhos e dramaturgia. Depois da criação de Sandman, acabou se tornando uma espécie de alquimista dos dias modernos. Tudo que ele cria se transforma em sucesso de crítica e de público. Conseqüentemente, mais troféus e ouro.

Gaiman totaliza 29 prêmios dos mais variados e mais que o dobro de indicações (a maioria para a série Sandman). O mais celebrado é o World Fantasy Award de 1991, por melhor história curta, com “Sonho de Uma Noite de Verão” (número 19 da série), uma releitura da obra homônima de Shakespeare. Provando ao mundo que quadrinhos é arte e pode ser aceito como tal. Os literários se sentiram tão ofendidos por serem desbancados por uma história em quadrinhos que vetaram a participação delas desde então, restringindo-as à categoria “Prêmio Especial”. Ou seja, Gaiman é o único quadrinhista a abocanhar o prêmio.
Mas não só de quadrinhos vive este homem. Ele também já escreveu diversos livros, sendo o primeiro Deuses Americanos, um dos mais bem sucedidos, chegando a ficar em primeiro lugar da lista de Best Sellers do New York Times. Os Filhos de Anansi repetiu o feito. Também se aventurou pela literatura para crianças. Com Coraline, Gaiman chegou ao posto de livro infantil mais vendido, contando a história de uma garotinha que se muda para uma casa grande com vários quartos alugados, em meio a vizinhos excêntricos que sempre pronunciam seu nome errado, Caroline. Explorando o lugar descobre em um quarto vazio uma realidade paralela habitada por seres diferentes e tudo parece perfeito, até que ela se dá conta de que o local é perigoso e mortal do qual precisa escapar.
Com suas histórias recheadas de fantasia e mito, Gaiman leva para as histórias infantis a mesma receita que usa para as várias histórias adultas, assumindo que as crianças são dotadas de inteligência para assimilá-las. Todas as narrativas são recheadas com certa intimidade e um senso de humor refinado. O ingrediente principal, o medo. Seja ele com relação a Os Lobos dentro das paredes, ou em O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados, Neil sempre busca abordar temas sombrios, pois acredita que as crianças também aprendem com o medo.
Além dos livros, ele ainda deseja alcançar mais, muito mais. Assim começam as suas aventuras por entre o mundo do cinema, em roteiros como Princesa Mononoke e A lenda de Beowulf (ambos animações, sendo o primeiro um longa japonês e o segundo uma superprodução hollywoodiana). Foi convidado pelos criadores e muito bem sucedido e aceito pela crítica e público. Também se mostrou como diretor em A Short Film With John Bolton (um curto filme sobre John Bolton), no qual se sentiu mais realizado por ter domínio sobre tudo, desde as falas e como elas seriam ditas, passando pelo roteiro e cenas. Também fez o roteiro adaptado de sua própria obra Stardust e ajudou em Máscara da Ilusão, com direção de Dave Mckean, amigo e parceiro de longa data, que detém o título de maior colaborador do autor.

Desde seu início nos quadrinhos, Gaiman conta com Mckean em diversos trabalhos. Eles se conheceram no projeto mal sucedido de uma revista que reunia diversos artistas de várias áreas. Naquela época, Gaiman era um jovem jornalista que tinha uma queda pela nona arte. Encontrou um parceiro que poderia ilustrar suas obras: um Dave Mckean em pleno curso de Design. A revista nunca chegou a sair, mas juntou a dupla. Foi aí que surgiu Violent Cases, a primeira história em quadrinhos deles. Logo em seguida, Signal To Noise.
Auxiliados por um então já famoso Alan Moore, considerado um dos papas dos quadrinhos modernos, Gaiman e Mckean conheceram Karen Berger, diretora-executiva da DC Comics, para mostrar a proposta de reviver uma personagem antiga da editora, Orquídea Negra. O garoto que um dia foi orientado a cursar contabilidade, pois desejava o impossível, acabara de realizar seu sonho: Escrever quadrinhos americanos.
Devido ao excelente trabalho feito com essa minissérie, eles ficaram conhecidos e se inseriram no mercado americano. Depois de algumas outras histórias dentro da editora, surgiu a oportunidade de ter um título mensal. Após muitas discussões, Gaiman decidiu, assim como fez com a Orquídea, reviver um herói antigo da DC: Sandman. Que vestia um sobretudo preto e saía pelas ruas a caça de bandidos com uma máscara de gás e uma pistola que os colocava para dormir.
Com essa bomba e a permissão para reinventá-lo, Gaiman decidiu voltar ao mito de Morpheus, o deus dos sonhos, no qual foi inspirado o herói. Queria algo em que pudesse colocar tudo o que sempre desejou misturar e experimentar, uma história para pessoas que não tem o hábito de ler quadrinhos. Foi lançada em dezembro de 1988, com uma proposta interessante, mas meio devagar com artistas semi-desconhecidos estampando as capas que fugiam do convencional (Não tinha o personagem principal nelas), sendo estampadas com as colagens e montagens surreais de Mckean. A revista, apesar de nova, com o tempo foi ganhando novos adeptos e o nome de Gaiman começou a ser lembrado.
Sandman ganhou força a partir do sétimo mês nas bancas, com a história “O Som de suas Asas”, na qual ele apresenta Morte, a irmã mais velha de Sonho, que ao contrário dele, é uma figura alegre, bonita e extremamente carismática. Trajando o estilo gótico - cartola e guarda-chuva viriam a complementar o figurino depois - e uma ankh (símbolo egípcio da vida após a morte) no pescoço. Nesse ponto o título ganhou um expressivo aumento em suas vendas e a certeza de que não seria cancelado.
A partir de então, Gaiman ganhou força na editora, a ponto de conseguir para si, Mckean e os primeiros desenhista e arte-finalista, Sam Kieth e Mike Dringenberg, parte dos direitos autorais. Apesar da DC alegar que era um personagem antigo da editora, era mais do que óbvio que ele havia criado algo completamente novo. Talvez por se sentir ameaçada por uma possível decisão do autor deixar o título que, na época havia se tornado o mais bem vendido de toda a DC, a empresa cedeu parte dos direitos a eles.
Depois de sete anos Gaiman finalizou a série. Segundo o ele, todas as boas histórias têm um começo e um fim. E Sandman é uma boa história. Apesar dos fervorosos protestos da DC, o autor matou o personagem principal encerrando assim, após 75 edições, o título.

Mesmo com o final de Sandman a DC não parou de lucrar. Ano após ano, relançando a série em encadernados cada vez mais luxuosos e caros. Gaiman ainda abrilhantou, para delírio dos fãs, outras aparições dos personagens, lançando um belo álbum em prosa intitulado Sandman - Caçadores de Sonhos, história comemorativa dos 10 anos da série, com ilustrações de Yoshitaka Amano, um trabalho que casa perfeitamente palavra e imagem com maestria e leveza, recontando de forma belíssima uma das lendas mais populares do Japão, “A Raposa, o Monge e o Mikado dos Sonhos”, que novamente consagrou a ambos com prêmios.
Mais tarde, ao publicar o especial Noites Sem Fim, que contém sete histórias dos perpétuos, desenhadas pelos melhores ilustradores da atualidade, obteve sucesso imediato, tanto que esse encadernado estreou em vigésimo lugar no ranking do New York Times de mais vendidos, sendo a primeira HQ a entrar na lista.
Seja em qualquer estilo, esse quarentão inglês de Portchester que atualmente vive em Minneapolis se supera cada vez mais. Arrebatando legiões de fãs pelo mundo afora, por onde quer que sua obra chegue, seu nome é lembrado e celebrado como um dos maiores escritores da atualidade, rodando o mundo divulgando o seu trabalho e distribuindo autógrafos, assombra a todos por sua paciência e alegria para com seus fãs. No início de Sandman, Gaiman brigava com os desenhistas, pois queria que Sonho se parecesse com ele. Acabou perdendo essa luta, mas talvez por isso tenha se aproximado ainda mais da sua criatura, controlando um reino cheio de magia e fantasia, sentando ao trono do legítimo criador de sonhos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

CABARET NO QUEBRA-NOZES


Com um pouco de atraso, venho contar sobre a experiência de ter assistido ao espetáculo de Tchaikovski, O Quebra-Nozes.
No elenco, recheado de crianças e adolescentes, estavam três formandas da Companhia de Balet Quebra-Nozes. A cada ano eles apresentam um espetáculo, e nesse ano, para comemorar seu décimo aniversário, apresentaram a peça de mesmo nome da companhia.
Com uma platéia recheada de familiares e curiosos, o teatro foi preenchido por música e dança. Durante quase duas horas, as bailarinas e bailarinos dançaram e representaram a mesma história que é repetida natal após natal para crianças.
As pequenas, vestidas de anjinhos, ficavam perdidas, sem saber o que fazer, e claramente tinham a intenção de sair correndo do palco diretinho pro colo da mãe. Mas terminavam sua apresentação com glória.
Com a exceção do tombo de um dos pirulitinhos, nada mais de negativo aconteceu. A Valsa das Flores (última dança apresentada) foi linda, mas como as máquinas eram proibidas, não tirei nenhuma foto ou filmei.
E tudo terminou de valer a pena quando, ao ver a cortina fechada, a menininha de 4 anos ao meu lado gritou para o palco: Vitória, apareça logo, sou eu, sua prima Eduarda! Eu tô com medo do escuro!



E uma lasquinha pra fazer passar vontade:
http://www.youtube.com/watch?v=7FjXjEKpjCw&feature=related
PS: A foto e o vídeo não são da peça de Curitiba.

domingo, 2 de novembro de 2008

CARALHOOOOOOOOOO


Justamente o título, caralho. Quando eu finalmente acho que as coisas vão engrenar, que a quantidade de posts vai realmente se tornar regular, o mundo para novamente e não temos mais nenhum post aqui. Tudo fica tão parado, essa bosta, tá precisando de uma gerencia e urgente.
Portanto nem que eu tenha que começar a vir nessa merda todos os dias, eu irei fazer a maquina funcionar novamente. Nem que eu tenha que soltar piadinhas infames e inúteis eu vou movimentar esse lugar, assim sendo, vamo lá galera botar a coisa pra funcionar, animo.