terça-feira, 9 de junho de 2009

Já são 6 meses passados de 2009.
Tempo suficiente pra um cabaret a 7 palmos do chão.
Voto na luta armada pra tirar o coitadinho lá de baixo.
Quero fundo branco e foto de dançarinas semi-nuas com roupas cor-de-rosa.
Quero ver os comentários da Luiza e do Saulo, os vídeos da Elisa, as historinhas do Vinícius. Quero todo mundo aqui de novo.
Todos os que sumiram sem motivo, os que ficaram sem ter o que dizer.
Liberdade de expressão ainda tá valendo, gente! Voltemos ao nosso posto. Não importa pra dizer o quê!
Queremos o cabaret pintado de branco e limpo da terra suja!
AVANTE A REVOLUÇÃO!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Koan do Como Onde

E eu recebi esse email, e vou colocar aqui porque vai ser legal se todo mundo aparecer por lá:

Amanda!
Você não pode ficar de fora dessa festa de polaco. São 10 anos de Beto Batata ( Alto da XV). São 3 dias de festa, com muitas atrações. Uma delas será o lançamento do meu livro KOAN DO COMO ONDE, que assino como o pseudônimo de Saboro Nossuco. Koans são pequenas histórias que levam à iluminação, à reflexão, ao crescimento interior e fortalecimento da espiritualidade. E tudo isso com muito bom humor. Venha e traga todos os seus amigos. Envie este email para eles. Divulgue no seu blog. Sua presença dará o brilho que a festa merece.

Local: Beto Batata, alto da XV
Dias 29, 30 e 31 maio de 2009
Horário: das 19,00 às 23,00 h

Lançamento do livro Koan do Como Onde
120 páginas – R$ 20,00

Grande abraço
Antonio Thadeu Wojciechowski.




Em breve, vídeos ilustrativos de uma aula de macarena, com Luli Gracinha.
AGUARDEM!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Enquanto isso, na aula do Cicero...


Magalaricada = Saulo, Mônica = Elisa (Sansão e tal) e Cebolinha... Bem, todo mundo sabe quem é.
(a embalagem foi adquirida na última ida ao Pão de Açúcar, 5:30am)

A Luiza tá aqui do lado ouvindo alguma coisa no fone enquanto o Cicero cobra ela de um trabalho. Era pra ser entregue há três semanas e mesmo assim, Luiza continua ouvindo música. O professor chama, chama, chama e nada da Luiza. Depois de um leve safanão no braço esquerdo, ela resmunga alguma coisa - sinal que dentro desse fungo existe vida.
Rola um cheiro de pamper's na sala que é uma beleza. Certeza que o povo passa um talquinho antes de sair de casa, que é pra afastar os "operários estupradores". O que? Vocês não sabiam que os operários que ficam entre a BR e a PUC estupram pessoas? E MAIS! Pelo cheiro, afinal a vítima libera hormônios que, ao atingirem as narinas desses PSICOPATAS, ativam a parte do cérebro responsável por esturpos, estrupos, est-t-t-t-trupos, tsk, ESTUPROS PORRA.

As aulas pela manhã estão rendendo váááárias. Próxima aula vai rolar um twitter, he he.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

CEMITÉRIO DA ZONA


Bem pessoal como todos já sabem, aqui deixou de ser um cabaret (casa de diversão nocturna, onde se apresentam espectáculos de variedades e onde se bebe e se dança.) faz tempo. As coisas estão meio paradas por aqui, então decidi instaurar uma nova era.

CEMITÉRIO DA ZONA - Um lugar onde paíra a paz e o silêncio e as pessoas só vem visitar no dia de finados.

PS: O Cabaret não está morto, apenas descansando sua beleza para o próximo show.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009







Algo do tipo na aula do Leomar!

sábado, 24 de janeiro de 2009

E agora, o melhor de 2008!



Ele voltou! Depois de um disco bom, outro melhor ainda. Linhas melódias perfeitas e linhas harmônicas geniais.
Até parece que os Beach Boys voltaram a se reunir e gravaram algo novo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Tonight: Franz Ferdinand



Finalmente 2009 começou.
Baixem AGORA! Opinem nos comentários, por favor.

Download aqui

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Happiness is a warm puppy

Digam o que quiserem, mas não há nada que seja ao mesmo tempo tão nojento, fisiológico e filosófico como o ato de vomitar.
Mas de qualquer forma, é melhor evitar.

Devo lembrar também que já estamos chegando ao centésimo post.
Essa semana vou me dedicar ao Cabaret com textos pessoais e auto-ajuda para os mais desavisados. Hahahahahahhahahahahaha.
Hoje começa na ABC a quinta e última temporada de LOST! A vigília já começou, plantão ao longo da noite.

Post-scriptum: Acordo ortográfico não existirá nesse blog até segunda ordem. Haverá punição.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

LA LUMINOSA: UM MISTÉRIO MEXICANO EM TRÊS PARTES (parte 3)

Ramon na época das viagens promocionais havia se apaixonado por Nanely, os dois viviam um tórrido relacionamento, chegaram a ser felizes até. Mas durante a viagem um dia, Ramon não se lembra, ela saiu para dar uma volta pela cidade, Madri talvez, algo na Espanha ele tem certeza. Estava esperando depois de visitar um museu ela no hotel para jantarem. Chegou muito assustada, como se tivesse vislumbrado o demônio em pessoa e este tivesse lhe forçado um beijo. Depois de retomar o folego e controlar o choro ela lhe disse que uma velha cartomante cega vira seu futuro. Ela lhe indicara um caminho, Nanely se tornaria uma estrela.
Ramon disse como aquilo tudo não passara de uma bobagem de uma velha cigana para lhe arrancar dinheiro. Nanely se revoltou, apensar de tratá-lo com carinho disse que não poderia mais vê-lo.
Era o fim de seu relacionamento com Ramon, ele não entendia o porque. Ela afirmou que era necessário e que ele não lhe dava o valor merecido. Depois desse episódio ela vinha e voltava com Ramon, sempre aparecendo nos tablóides ao redor do mundo, famosos por suas brigas homéricas.
Enquanto Nanely via sua carreira decolar e se tornar um mito, algo amado por tudo e todos. Sua imagem estava por todos os lugares, homens e mulheres cobiçavam estar e ser ela. Ela era grande, mas ainda não tinha nem começado sua escalada.
Somente depois de UÑAS DEL SOLE, um épico Asteca onde ela era uma virgem que se preparava para ser sacrificada em homenagem ao sol, pedindo boa colheita, chuvas entre outras coisas. Na verdade tudo se desenrola quando ela descobre ser a encarnação de uma deusa ligada ao sol e tem que escapar do sacrifício para salvar seu povo.
Esse filme angariou toda a atenção e prêmios possíveis por entre o mundo, ela se tornara uma Deusa. Era inatingível, intocável, nada a abalava, exceto Ramon. Sempre as voltas com ele, o seu príncipe e único amor.
Do topo a sensação de vertigem é maior, ela não aguentava toda a pressão. Ramon, a carreira, o mundo. Tudo lhe pesava nas costas. Ela começou a beber cada vez mais, por vezes saia carregada das festas pelos seus seguranças, enquanto que seus ascessores impediam que tudo vazasse. Vez ou outra algum vexame escapava, mas o público desacreditava da mídia. Certa vez quebraram o escritório de uma revista, que publicára fotos dela em uma orgia com 10 homens, e quilos de drogas servidas em bandejas de prata em uma de suas mansões. O povo a idolatrava.
Escandalos, álcool e drogas, tudo em sua vida pessoa desabára, mas o mito persistía. Inabalável.
Depois de sua tentativa de suicídio ela se recuperou pouco e lento, fora parar na casa de Ramon, quem cuidava dela com todo o carinho e amor. Durante esses três meses ela se recuperou pouco, mas já conseguia se comunicar em determinados momentos do dia com alguma lucidez.
Certa noite ela despertou e conversou com Ramon, com tanta clareza de idéias que ele se espantou com a recuperação instantânea dela. Alguns acreditam que nesse dia eles fizeram amor, outros afirmam que não, quem sabe?
Mas ao final da conversa, Nanely disse a Ramon que queria morrer, não aguentava mais definhar como vinha fazendo.
- Quero morrer como a estrela que sou. Quero que depois de morta a minha luz continue a brilhar por vários anos, e não que ela se extinga enquanto eu ainda estou viva. Assim como as estrelas. - Neste momento Ramon vira nela um sorriso que jamais conseguira vislumbrar nem explicar.
Ele concordara com ela.
- De que forma você quer fazer isso? - Perguntou ele com lágrimas nos olhos.
- Quero com drogas, uma overdose. Algo que pareça um deslize, indolor. Quero o mais belo dos sonhos. Quero ser acolhida pelos braços da morte e que ela se pareça com um palhaço impressionista. - Disse Nanely dando a mais gostosa das gargalhadas.
Então Ramon providenciou tudo. Tranquilizante suficiente para abater uma manada de elefantes. Preparou tudo em seu quarto, com cuidado.
- Ramon. - Ela disse.
- Sim? - Ele respondeu prontamente.
- Será que todos que morrem de overdose vão para o mesmo lugar? - Ela indagou pensativa.
- Não sei, mas você encontraria muita gente legal lá! - Eles riram, se abraçaram e se beijaram.
- Ramon, sabia que eu sempre te amei? Desde o primeiro momento que te encontrei? - Ela diz com os olhos brilhando.
- Sim eu sei meu amor, eu também. Eu também...
Nesse momento ele aplica o líquido que entra lentamente em suas veias, ela adormece em topor.
- Durma com os anjos meu amor. - Ele beija sua testa e sai.
Nanely foi encontrada morta na manha seguinte, em seu apartamento. Os peritos disseram que ela teve uma overdose, provavelmente uma tentativa de suicídio. Poucos acreditaram, a maioria achou que foi um descuido bobo, talvez uma armação ou assassinato. Os peritos não acharam vestígios em seu quarto de drogas, e disseram que ela morreu em outro local. Não há registro de ninguêm entrando no apartamento, os peritos nunca descobriram.
Ela tinha 35 anos, 37 filmes na carreira. Viveu como uma estrela, morreu como uma Deusa. E os deuses não morrem, só se recolhem para suas cabanas de descanço em mundos distantes.
Nunca mais algum humano ouviu falar de Ramon, alguns dizem que ele está lá. Ambos deitados na cama entrelaçados, contando histórias mundanas e rindo.


FIM

PS: Alguns dizem que Hugh Grant poderia ser o par romântico de Nanely em uma adaptação para o cinema.
E que diabos tem haver uma Manga Rosa com tudo isso?
Dedico a ela essa explosão criativa.
Todos os diálogos apresentados aqui são reais, sem distorção ou modificação.

LA LUMINOSA: UM MISTÉRIO MEXICANO EM TRÊS PARTES (parte 2)

Passado alguns dias Ramon Perez procura Nanely, ele ficou sabendo através do "FAMA", um tablóide mexicano, que Nanely tentara se matar com o caco do espelho do banheiro de seu quarto de hotel. Estava agora internada numa clínica de recuperação onde ela repetia a mesma frase - Você se tornará uma estrela! Uma estrela. Uma estrela...
Dias se passaram quando finalmente Ramon encontrou Nanely, ela estava lastimável. Os médicos disseram que felizmente ela estava drogada e bebada o suficiente para não se cortar direito, desmaiou antes.
- Por quê? - Diz Ramon ao vê-la. - Por quê? Você precisava fazer isso? Ir embora daquele jeito? Por quê? - Ela se manteve em silêncio.
- POR QUÊ? - Ele grita, ela se assusta. As lágrimas escorrem por seu rosto.
- A velha - Responde no susto. - A VELHA! A VELHA. A velha. A velha, a velha ....
Ela continuava murmurando em meio ao choro que se estendeu por horas, ele então entendeu o que se passava com ela, sua pobre Nanely. Sua doce Nanely.
Certa vez, ela tinha lhe contado como se sentiu assustada quando eles viajam em turnê para divulgar o "Let It Shine", não se lembra de onde estavam. Ele, um ator já consagrado e mais vivido, com seu charme sedutor, parecia realmente um galã a moda antiga. Tornara-se célebre pelos seus papéis de época, as mulheres se jogavam aos seus pés, era quase um Deus em meio as mocinhas.
Fora contratado para atuar como par romântico de Nanely em uma obra adaptada de um escritor iniciante, mas que estourara de forma singular com o seu primeiro livro, La Luminosa. Os estudios Hollywoodianos ao verem tamanho sucesso decidiram filmar a sua obra, mas queriam mudar o nome para algo mais norte-americano. Ele um escritor latino em início de carreira aceitara, pois na época ele precisava da publicidade, mas também fez duas exigências. Queria que a trama se desenvolvesse no México, como no livro, e que os atores fossem todos mexicanos, sendo que sua prima iria ser a protagonista. Nanely Guadalupe era uma atriz em ascensão, no país ela já era bastante conhecida, mas sua carreira no exterior ainda não havia deslanchado. O trabalho que o pessoal fez com ela foi incrível!
Eles a moldaram para ser bem aceita nos EUA, desde modo de se portar, vestir, maquiagem, tudo. A moldaram ao seu prazer, o filme foi apenas o estopim, o pontapé incial para sua carreira subir as nuvens, depois disso vieram nos 10 anos que se seguiram 37 filmes dos mais variados, na maioria grandes sucessos que renderam fortuna a todos que a rodeavam. Ela era uma bonequinha intocada, a queridinha da América, junto com ícones como a torta de maça e o Tio Sam. Marilyn Monroe era uma sombra distante, se ambas existissem na mesma época Marilyn seria apenas uma cópia barata e mal feita, vendida nas barracas de camelôs em meio a falsificados vindos da produção em massa e mal paga da China. Nanely era uma estrela. A maior, e como uma estrela ela caia e agora se transformara num cometa em rota direta de colisão com a terra.

Quais os motivos de Nanely? O que Ramon sabe? E as UÑAS DEL SOLE? Quem realmente é Consuelo? Essas e outras indagações você descobrirá no final do nosso épico em três partes. Aguardem.

LA LUMINOSA: UM MISTÉRIO MEXICANO EM TRÊS PARTES (parte 1)

- Tudo bem! Já que você não vê meu brilho, outra pessoa há de vê-lo. - Disse Nanely Guadalupe, enraivecida.
- Nossa estrela brilhante! Eu já vi seu brilho nas suas UÑAS DEL SOLE. - Rebateu Ramon Perez - Lembre-se disso Manga Rosa, lembre-se disso...
- Você não ... me merece - Disse Nanely aos prantos, bateu a porta e partiu.
Foi assim que o mistério começou, os dois estavam a discutir. Ela, Nanely, uma estrela, uma diva do cinema da era de ouro. Cabelos longos, olhos claros, não se contentava com o pouco. Vivia sempre encrustrada de jóias, não se rebaixava a ninguêm, principalmente perante aos homens.
Gostava de se sentir desejada, idolatrada, querida, amada. Principalmente quando era cortejada com algo inigualável. Antes do seu primeiro filme "Let It Shine", que no Brasil saiu como "Let It Shine: A vida de uma estrela" questões do nosso país, vai entender?
Após este filme no qual ela encarnava a pele da protagonista, Consuelo Manga Rosa, que vivia uma estrela em ascenção na década de 50, um clássico. Depois desse filme Nanely encarnou sua personagem de corpo e alma, levando sua carreira para acima das nuvens.
Mas em seus sonhos ela se lembra de uma profecia, a muito feita por uma cartomante cega nas ruas de Guadalajara na visita promocional do filme "Let It Shine", ela disse as seguintes palavras - Abdique-se do amor, você se tornará uma estrela, seu nome será lembrado por décadas, a diva do século XXI, mas morrerá cedo.
Sempre em seus sonhos ela via letreiros luminosos de neon escarlate com os dizeres "Você se tornará uma estrela", sempre que ela tinha esses sonhos acordava apavorada encharcada de suor, agarrava o travesseiro como se sua vida dependesse disso e chorava copiosamente até o amanhecer e os primeiros raios solares baterem na sua janela. UÑAS DEL SOLE.

Se você quer saber mais sobre Manga Rosa e Nanely, o que diabos é UNÃS DEL SOLE, e o porque de todo esse dramalhão, acompanhe a segunda parte de LA LUMINOSA: UM MISTÉRIO MEXICANO EM TRÊS PARTES.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009


Só precisava de alguma coisa que explicasse o frio na barriga que não passa. Não é a notícia do avião que caiu. Também não é a Faixa de Gaza. Menos provável ainda que seja o medo de a Flora matar a Donatella. Acho que é tédio.
Coisas acontecem, mas só dá vontade de ficar deitada, na famigerada rotina do come-dorme. Tô começando a achar que as férias, no final das contas, acabam deixando a gente doente. Doença no ânimo, sei lá. Só sei que não faz bem!
Também sou uma chata, sentada aqui reclamando de tudo. Isso eu sei! Mas fazer o quê?
Agora vou esperar sábado, pra sentar na frente da tv e ver o show do Elton John (pode me matar, Luiza). Depooois a gente vê o que faz. Alguém acompanha?
Té logo.

domingo, 11 de janeiro de 2009

EXPLICAÇÕES

Agora conseguindo um breve momento de tranquilidade\sobriedade nessas loucas e conturbadas semanas, posto também aqui mais histórias sobre a vida bucólica de uma cidade onde nada acontece, pelo menos na minha.
Depois de enterra o chifre na cachaça, levantar e descobrir que aquilo que você pensou chegar até o pescoço, não passava da ponta do chifre. Decidi beber mais um pouco, assim consegui chegar no estado máximo do ápice alcóolico.
Fato confirmado após 3 vezes consecutivas não descobrir o motivo pelo qual estava deitado na sua cama e como tinha vindo parar ali. Abdução, talvez. Mas dizem que amnésia alcóolica é a doença que assola essa tal minha geração, regada a cerveja barata e certanejo da melhor qualidade.
Digam que eu mudei, mas são os ares, tais como um calor insuportável de 40° bem recorrente nesse lugar esquecido por Deus, boatos cogitam a hipótese de colocar junto a placa "Sejam Bem-vindos" a seguinte mensagem "Assam-se Pessoas. VIVAS", para assim condizer com os hábitos do local, que se resumem em banhos mornos "frio não existe nem na geladeira" e a tão boa e velha embriagez juvenil.
Digam o que quiserem, talvez eu mudei, mas o meu copo jamais cairá, seja ele no chão ou teclado (sua homenagem, Luiza).

"se nao tiver sobre o que postar, fale da saudade que voce esta sentindo de mim"

Gente, é fato! Eu abandonei o cabaret por alguns tempos. O que me segurava era Cianorte... não que eu ache aqui ruim, já que todo mundo sabe que eu não acho. Mas nada acontece! NAAAAAADA.
Eis que chega minha solução, via msn, domingo, 3h31 da madruga. Luiza. Sim, nossa Luizinha, batedora de records surpreendentes do ano. A que mais bebeu, mais fumou, mais faltou na aula e mais nadou! Me acusando de ser abandonadora, me lembrou das saudades que eu sinto. Eu reclamava tanto, mas confesso que tô um pouquinho ansiosa por fevereiro, morrendo de vontade de voltar pra nossa arte de fazer um jornal diário. (Não tão ansiosa pelas idas pra BR, mas que seja).
Tô com saudade de tudo, desde as cervejas raras que vocês experimentam na minha casa até as comidas que vocês me fazem experimentar! Quero tudo de volta agora!
Vou fazer o possível pra me mostrar mais presente... beijosmeliga!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Remanescentes de um blog

Vou fazer essa postagem para me redimir do desleixo o qual mantive por semanas a fio. Desleixo esse até aceitável quando se está morto, morto de tédio. Paul no Brasil esse ano, será mesmo? O boato se repete desde 1999. Músicas do Wings!


Wings foi a banda formada pelo Paul McCartney em 1971, logo após a saída dos Beatles, com o guitarrista Denny Laine e também tinha a Linda na formação tocando teclado. Eles lançaram cinco álbuns e cerca de dez músicas (por aí) chegaram no primeiro lugar nos Estados Unidos. Mas antes do começo dos anos oitenta a banda já tinha acabado.


Derramei um pouco de coca-cola no teclado, o ctrl e o shift da esquerda estão estranhos, ou meio grudentos talvez.

Faz calor no litoral sul de Santa Catarina.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL


Antes tarde do que nunca, os votos de quem ficou ilhado (sentido metafórico da palavra, a Luiza entende) desejo a todos um feliz natal.
Estive na pele do bom velhinho na tal noite natalina e garanto a vocês: Não é tão divertido quanto parece, não mesmo!
Depois conto com riqueza de detalhes a experiência, pois dirigir 400KM em péssimas condições é dureza, estou mortalmente cansado.
Mais uma vez um feliz natal porque um ano novo vem por ai!!!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

open ana xmas edition 2.0


Open Ana Xmas Edition II
Local: Casa da Ana

- Johnny Walker Black Label

- Jose Cuervo

- Cerveja da boa

DJ Brinde (eu)

(Restos das ceias também serão aceitos)
Quem se empenhar em vir pra Criciúma não paga!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Eu voltei agora é pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar.

Em clima de fim de ano coloco um vídeo emocionante:



Ah, só para avisar, vou postar algo mais decente (ou não), está a caminho.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Uma delícia!

"Vai pamonha?
Vai curau?
Vai pamonha?
Vai cural?

Vamos chegando
Ex-pe-ri-men-tan-do
Pamonhas fresquinhas
Dojeitinhodoseupaladar!
Uma delícia!"

Trabalhar em loja, no Natal, deixa a gente com a cuca fervendo e rola um resgate de tudo que é trash dessa vida. Adoro!

http://www.youtube.com/watch?v=6Fwi7nfOLB0&feature=related

(e alguém tenha a decência de me ensinar a postar vídeos direito faz favor?!)

domingo, 21 de dezembro de 2008

sábado, 20 de dezembro de 2008






Passados os 538 dias do convite para ingressar aqui no puteiro resolvi postar qualquer coisa digna de inauguração e não vou nem pensar em colocar vírgulas pois estamos de férias. E my ass para as técnicas de redação (“prometo não gongar o corpo docente de novo, prometo não gongar o corpo docente de novo”).

Afinal, é Natal é Natal! Uma loucura! Um bafo! Ontem teve uma festa chamada Chá de Cogumelo na Bauhaus (éééé), uma baladinha aqui de Pato Branco. Para meu profundo desapontamento, não houveram amostras grátis do que leva o nome da festa. O que resultou em amostras de bebidas amigas, em eventuais tropeços nas garrafas vazias espalhadas e um ALÔ CRISTINA proferido alto, etílico e vergonhoso ao DJ da casa, que insistia em executar o eletro-tédio mais temido do sul do mundo.
Ui.

Depois de quatro horas bem dormidas, estou aqui na loja num momento para se pensar, ressuscitando com o novo single do Metronomy, que caiu ni mim agorinha agorinha.





(em tempo: ha ha, voltei da festa com a representante da turma, beijos)


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Higiênico


Mais um dia. Acordo tarde, sei que é tarde. Não olho no relógio, mas sinto. A luz que entra por entre as frestas da cortina, não me permite que eu abra os olhos, me cega.
Ataques compulsivos de espirros me acometem, sempre. Cada novo dia conto dez, quinze, vinte espirros. Dia após dia, é sempre uma bagunça, mas desde que parei de usar camisetas velhas para conter os projéteis lançados a bagunça diminuiu. Uso papel agora, mas eles aumentam a quantidade de espirros apesar de ser mais higiênico.
Papel higiênico, esse é o nome. São de boa qualidade, o melhor do mercado. Comprei vários rolos um dia desses. Promoção. Acabou se tornando um ato caro, sempre o despertar. Seja manhã, tarde ou noite, o espirro. Os espirros me anunciam o momento de levantar.
Certa vez me perguntaram por que isso acontecia, não soube responder. Acredito que seja um processo natural, como lacrimejar ao cortar cebolas ou ficar sonolento ao ler um livro enfadonho. A pessoa me indagou novamente: Talvez seja alergia, talvez você devesse limpar melhor o teu quarto?
Pensei comigo: É talvez. Mas me lembrei que o quarto havia sido limpo no mesmo dia, e não é por causa do local, outros lugares talvez mais higiênicos já adormeci e não solucionou o problema.
Higiênico, papel higiênico. Volto a pegar mais um pedaço e assuar o nariz, esperançoso para que cesse. Engano, não cessou.
Volto a refletir: Talvez eu tenha mesmo alergia. Alergia a acordar talvez. Eu sou único. A única pessoa no mundo a ter alergia a acordar. Alergia estranha de se ter, mas quem não é? Estranho, digo. Alérgicos têm aos montes também, mas não focarei neles.
Começo a pensar, e se eu não dormisse? Como seria? Nunca gostei muito de dormir, me esforço para fazê-lo o mínimo possível. Esforço em vão. Adormeço.
Mais uma vez acordo com um espirro. Higiênico, papel higiênico.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Nosso novo herói




Qual não foi minha surpresa ao entrar na internet hoje e me deparar com essa foto. Esse cara é o meu novo herói, e tudo o que se sabe é que ele é um jornalista iraquiano. Seu feito? Nada menos que tentar dar uma sapatada no Senhor George W. Bush.
Isso mesmo. Durante a visita surpresa de Bush a Bagdá, o presidente americano apertava as mãos do primeiro ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, quando o fato se consumou. Nosso jornalista simplesmente jogou seu sapato para acertar Bush, e gritou "É o beijo de despedida, seu cão".
No Iraque, jogar o sapato em alguém é uma infração gravíssima. Um gesto de antipatia extrema! Nosso jornalista foi retirado rapidamente do local, mas com certeza entrou na nossa memória como o cara que fez o que mais da metade do mundo queria ter feito há tempos.




E pra tudo ter valido a pena, ver o Bush com essa carinha assim tem lá seus prazeres, né?






As fotos foram retiradas do site da UOL.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

BILLY NAME




Chamou-se Uptight with Andy Warhol, e não era só um festival de filmes de Warhol, era uma espécie de happening com os filmes de Andy – os filmes eram projetados em cima das pessoas que apareciam enquanto elas mesmas dançavam em cima do palco. Na verdade a gente fez um filme do Velvet Underground e Nico para poder projetar neles enquanto tocavam na Cinemathèque.
A coisa toda de início foi chamada de Uptight porque quando Andy fazia alguma coisa todo mundo ficava tenso. Andy era uma espécie de antítese do que os artistas de vanguarda eram naquele tempo.
Cineastas como Stan Brakhage e Stan Vanderbeek ainda eram artistas boêmios heróicos de vanguarda, ao passo que Andy não era sequer um anti-herói, era um zero. E isso fez com que eles rangessem os dentes por Warhol se tornar reconhecido como o centro daquela coisa que eles tinham criado. Então todo mundo sempre ficava ligado quando ele aparecia.
Todos os outros cineastas undergrounds se arrepiavam como se alguém estivesse riscando uma lousa com giz – “Oh não, Andy Warhol de novo, não!”

domingo, 7 de dezembro de 2008

TERRA CELTA



Não, eles não são irlandeses. Mas cumprem sua proposta a bel prazer: fazer com que as pessoas se sintam na Irlanda. Durante algumas horas, vi pessoas dançando, bebendo Heineken a dar com pau, brincando, rindo e se divertindo. A única coisa diferente, e que o vocalista fez questão de avisar, é que "irlandês não perde tempo de festa falando no celular".
A banda Terra Celta também não é famosa, mas faz uma música diferente. E gostosa. Os caras são gente finíssimas, e só exigem uma coisa da galera: que elas fiquem, conforme o andamento do show, cada vez mais bêbadas. Acho que ninguém teve a pretensão de reclamar dessa exigência, uma vez que ela não requer esforços demais.
Diretamente de Londrina, eu vi a bagunça deles na sexta-feira, num pub novo que abriu em Cianorte (sim, Cianorte! e ninguém tirando sarro). A noite tinha tudo pra ser boa, mas tenho certeza que foi melhor por culpa deles.

Assistam:



Pra quem gostou e quer mais, aqui tem:
http://www.myspace.com/terracelta
www.tramavirtual.com/terra_celta


sábado, 6 de dezembro de 2008


Bem pessoal, nossa amiga Hamtaro (Luiza), é mesmo um bagre ensaboado. Ela postou e espirrou fora sem pensar nas responsabilidades cabarenisticas. Comemorou o post número 70, mas se esqueceu do mais importante e o que é pior usando o espaço dele o nosso tão idolatrado e querido número, indispensável em qualquer cabaret que se preze, o 69.
O que seria das relações se não fosse o bom e velho 69? Um número que se completa, se encaixa, é belo e se mostra uma representação do yng-yang (se num sabe o que é joga no google, que eu num sou dicionário de burro).
Não preciso ficar me enrolando mais, já ficou mais do que claro o porque o 69 deve ser celebrado. Porque ele é um número natural precedido pelo 68 e sucedido pelo 70 e como se já não bastasse é o sexto número interprimo, interessante não?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SCHIZOPHRENIA

I went away to see an old friend of mine
His sister came over she was out of her mind
She said Jesus had a twin who knew nothing about sin
She was laughing like crazy at the trouble
I'm in
Her light eyes were dancing she is insane
Her brother says she's just a bitch with a golden chain
She keeps coming closer saying
"I can feel it in my bones
Schizophrenia is taking me home"
My Future is static
It's already had itI could tuck you in
And we can talk about itI had a dream
And it split the scene
But I got a hunch
It's coming back to me

Sonic Youth em homenagem ao post número 70!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PAUL MORRISSEY E LOU REED


A semana na Cinemathèque era para ser uma retrospectiva de filmes de Edie Sedgwick? Bobagem. Isso é absurdo. A gente provavelmente ainda estava tentando ajudar Edie, provavelmente teve algumas cenas delas caminhando por aí sem fazer nada.
Jonas Mekas não ofereceu a Cinemathèque para Andy. Ofereceu para mim. Ele perguntou: “Você tem alguma coisa para pôr nesse teatro de aluguel?” E eu disse: “Por que você não exibe uns filmes, e a gente lança o nosso grupo?”
Exibimos filmes em double-screen durante uma hora, e em seguida o Velvet Underground tocou na frente de uns outros filmes por uma hora. Foi isso aí. Foi legal. Só um trabalho.
Andy projetava seus filmes em cima da gente. Nos vestíamos de preto para que desse para ver o filme. De qualquer modo, a gente sempre tava de preto.

sábado, 29 de novembro de 2008

PARA SE PENSAR



by Vinícius, para poucos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

DE VOLTA À ATIVA


E ai galera, vamos botar essa porra pra funcionar. Isso aqui está mais parado que olho de vidro, se fosse água já tinha era dado dengue faz tempo.
Mas deixando as águas que passaram de lado, mais uma vez venho explicar esse marasmo todo, dessa vez em prol dos colaboradores dessa zona. Não é que a galera aqui é descendente de baiano, alguns sim, mas não vem ao caso no momento, o final de ano veio pra matar dessa vez, liquidou toda e qualquer tentativa de vida social desses sequelados, faculdade não é mole não. Agora que estão todos um pouco mais aliviados, ou não, dos trabalhos finais vamos voltar a ativa com força total nesse verão, trazendo uma enxurrada de informações para vocês.
Falando em enxurrada gostaria de parabenizar a nossa "surfista de enxurrada", ela o "bagrim de enchente", Luiza, pela sua iniciativa mostrando nossa solidariedade para o pessoal mais ao sul, mais especificamente os catarinenses. Ela que estava por lá cobrindo os últimos acontecimentos literalmente "boiando", voltou milagrosamente para Curitiba. Ninguém sabe ao certo, alguns acreditam que foi a nado, outros que de canoa, mas ela afirma que foi de ônibus mesmo.
Isso que é empenho para não perder as finais, uma salva de palmas para ela, o buda em cima da pedra (talvez assim ela tenha conseguido permanecer "ilhada" como alguns dizem) e os sinceros parabéns Luiza.

CALAMIDADE PÚBLICA

Depois de quinze horas de viagem, consegui voltar pra Curitiba. Minha cidade favorita, Pomerode, destruída. Blumenau idem. O Parque Vila Germânica, onde ocorre a Oktoberfest, tomado pela lama do Itajaí-Açu. Sem falar de Balneário Camboriú, Itajaí, Gaspar...
A gente não merecia isso, não mesmo.

Esse texto é da coluna do Kennedy Alencar no site da Folha.


Pagamos o preço do descaso urbanístico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu o ritual que se espera de alguém em sua posição. Visitou áreas devastadas por enchentes em Santa Catarina e liberou recursos com alguma presteza. É injusta a crítica de que Lula demorou a agir.
De fato, ele tinha compromissos de estado, como a visita do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev. E, na manhã da última segunda-feira, antes de começar a reunião ministerial, Lula orientou ministros a agir rapidamente, o que foi feito.
De imediato, o importante é socorrer as vítimas. É preciso que a ajuda chegue rapidamente a quem necessita. Será necessário um acompanhamento gerencial rigoroso para avaliar se os recursos realmente chegarão lá na ponta, como se costuma dizer na burocracia.
E as causas de fundo? Quais são?
Houve um rápido processo de urbanização do Brasil no século passado, sobretudo na segunda metade. As cidades cresceram rapidamente sem planejamento urbanístico, visto como frescura por administradores obreiros.
São Paulo tinha as suas marginais que inundavam todos os anos, problema que diminuiu bastante faz poucos anos. O Rio padece a cada verão. As moradias em encostas em Belo Horizonte também. Até as tesourinhas do Plano Piloto de Brasília, aquelas passagens de nível que parecem autorama, são armadilhas em tempos de chuva --isso numa cidade com menos de 50 anos e que foi supostamente bem planejada. Todas as grandes cidades brasileiras sofrem com bueiros entupidos --e boa parte dessa culpa é de quem joga lixo na rede pública de esgoto.
O que se vê agora em Santa Catarina é uma repetição do que aconteceu no início dos anos 80. Passaram-se 30 anos, tempo suficiente para um planejamento urbanístico conseqüente produzir resultado.
A gente sabe que o cobertor é curto. Há uma briga danada pelos recursos dos orçamentos públicos. Num país com as carências do Brasil, o sujeito que tem um barracão no alto do morro está bem melhor do que aquele que dorme na sarjeta. Favelas e moradias irregulares viraram uma triste realidade.
Há ainda a corrupção, um problema endêmico no Brasil, mas muito menor hoje do que foi no passado. Obviamente, existem prioridades sociais, como melhorar nossos sistemas educacional e de saúde.
Dito isso, parece óbvio que o planejamento urbanístico deva virar uma prioridade dos administradores nos níveis federal, estadual e municipal. A ausência desse planejamento é a principal responsável por tragédias como a de Santa Catarina. É preciso pensar o crescimento das cidades. Dentro do possível, ordenar ou minimizar a bagunça que já existe. Fiscalizar construções irregulares não só de peixinhos, mas também dos tubarões. E oferecer uma alternativa razoável para quem tem um teto na beira do precipício.
Sem essas medidas, não adianta culpar o presidente, o governador, o prefeito, São Pedro e o aquecimento global. Mas adiantaria muito cobrar medidas dos três primeiros e pensar bastante antes de entupir com lixo a rede pública de esgoto.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

EXPLICAÇÕES


Bem pessoal, estou aqui pra explicar o motivo do desaparecimento de todos, o bom e velho FIM DE ANO. Algo que faz com que todos fiquem correndo bastante para conseguir terminar tudo, por isso peço desculpas aos que esperam ansiosamente por novos posts. Faculdade aperta e outros afazeres passam a ter prioridades, então vim aqui só pra deixar 1 justificativa e um trabalhinho de facul pra num deixar tão desamparado o cabaret. É isso ai e curtam o perfil do Gaiman, porque tá legal. Modéstia passou longe agora. Abraço a todos.


“Com um pouco de areia eu mostrarei o terror a vocês”. Com tal frase T.S. Eliot¹, estampada em cartazes sem muito alarde, se deu o início da série Sandman, que alçou Neil Gaiman para as estrelas, como um dos grandes escritores da atualidade.
Tendo se tornado uma das histórias em quadrinhos de sucesso mais bem vendidas, ela tem como personagem central Sandman conhecido por vários nomes, Morpheus, ou Sonho são alguns deles. É rei do sonhar - o mundo dos sonhos e um imortal como seus irmãos, os únicos de sua raça. Os Perpétuos (Morte, Desejo, Delírio, Desespero, Destino e Destruição) como são chamados, são seres que já habitavam o universo antes de tudo existir e partirão depois que tudo se extinguir. Cada qual possui domínios próprios e costumam passear por entre os humanos, às vezes em seus sonhos e suas mentes, outras vezes acabam presos por ocultistas inescrupulosos que almejam os seus poderes, ou simplesmente tentando ser um de nós, viver e se apaixonar, seja esse amor humano ou não.
Mesclando uma série de referências da cultura pop com mitologia e história (até Shakespeare faz uma ponta em algumas histórias), Gaiman eleva os quadrinhos a outro patamar. Com uma proposta divergente do rotineiro, em que os heróis não mais são o foco e as histórias não são mais infantis, ele cria uma trama intrincada levando o leitor habitual a um novo nível.
Sempre trajando uma velha jaqueta de couro e roupas pretas, Gaiman conquistou uma legião de fãs. Por onde passa fica a impressão de estar-se diante de um “pop star” do mundo musical e não apenas um escritor. Mas não são apenas fãs que ele coleciona. Prêmios é o que não falta em sua estante. Trata-se de um artista multimídia, com trabalhos em prosa, poesia, filmes, jornalismo, músicas, quadrinhos e dramaturgia. Depois da criação de Sandman, acabou se tornando uma espécie de alquimista dos dias modernos. Tudo que ele cria se transforma em sucesso de crítica e de público. Conseqüentemente, mais troféus e ouro.

Gaiman totaliza 29 prêmios dos mais variados e mais que o dobro de indicações (a maioria para a série Sandman). O mais celebrado é o World Fantasy Award de 1991, por melhor história curta, com “Sonho de Uma Noite de Verão” (número 19 da série), uma releitura da obra homônima de Shakespeare. Provando ao mundo que quadrinhos é arte e pode ser aceito como tal. Os literários se sentiram tão ofendidos por serem desbancados por uma história em quadrinhos que vetaram a participação delas desde então, restringindo-as à categoria “Prêmio Especial”. Ou seja, Gaiman é o único quadrinhista a abocanhar o prêmio.
Mas não só de quadrinhos vive este homem. Ele também já escreveu diversos livros, sendo o primeiro Deuses Americanos, um dos mais bem sucedidos, chegando a ficar em primeiro lugar da lista de Best Sellers do New York Times. Os Filhos de Anansi repetiu o feito. Também se aventurou pela literatura para crianças. Com Coraline, Gaiman chegou ao posto de livro infantil mais vendido, contando a história de uma garotinha que se muda para uma casa grande com vários quartos alugados, em meio a vizinhos excêntricos que sempre pronunciam seu nome errado, Caroline. Explorando o lugar descobre em um quarto vazio uma realidade paralela habitada por seres diferentes e tudo parece perfeito, até que ela se dá conta de que o local é perigoso e mortal do qual precisa escapar.
Com suas histórias recheadas de fantasia e mito, Gaiman leva para as histórias infantis a mesma receita que usa para as várias histórias adultas, assumindo que as crianças são dotadas de inteligência para assimilá-las. Todas as narrativas são recheadas com certa intimidade e um senso de humor refinado. O ingrediente principal, o medo. Seja ele com relação a Os Lobos dentro das paredes, ou em O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados, Neil sempre busca abordar temas sombrios, pois acredita que as crianças também aprendem com o medo.
Além dos livros, ele ainda deseja alcançar mais, muito mais. Assim começam as suas aventuras por entre o mundo do cinema, em roteiros como Princesa Mononoke e A lenda de Beowulf (ambos animações, sendo o primeiro um longa japonês e o segundo uma superprodução hollywoodiana). Foi convidado pelos criadores e muito bem sucedido e aceito pela crítica e público. Também se mostrou como diretor em A Short Film With John Bolton (um curto filme sobre John Bolton), no qual se sentiu mais realizado por ter domínio sobre tudo, desde as falas e como elas seriam ditas, passando pelo roteiro e cenas. Também fez o roteiro adaptado de sua própria obra Stardust e ajudou em Máscara da Ilusão, com direção de Dave Mckean, amigo e parceiro de longa data, que detém o título de maior colaborador do autor.

Desde seu início nos quadrinhos, Gaiman conta com Mckean em diversos trabalhos. Eles se conheceram no projeto mal sucedido de uma revista que reunia diversos artistas de várias áreas. Naquela época, Gaiman era um jovem jornalista que tinha uma queda pela nona arte. Encontrou um parceiro que poderia ilustrar suas obras: um Dave Mckean em pleno curso de Design. A revista nunca chegou a sair, mas juntou a dupla. Foi aí que surgiu Violent Cases, a primeira história em quadrinhos deles. Logo em seguida, Signal To Noise.
Auxiliados por um então já famoso Alan Moore, considerado um dos papas dos quadrinhos modernos, Gaiman e Mckean conheceram Karen Berger, diretora-executiva da DC Comics, para mostrar a proposta de reviver uma personagem antiga da editora, Orquídea Negra. O garoto que um dia foi orientado a cursar contabilidade, pois desejava o impossível, acabara de realizar seu sonho: Escrever quadrinhos americanos.
Devido ao excelente trabalho feito com essa minissérie, eles ficaram conhecidos e se inseriram no mercado americano. Depois de algumas outras histórias dentro da editora, surgiu a oportunidade de ter um título mensal. Após muitas discussões, Gaiman decidiu, assim como fez com a Orquídea, reviver um herói antigo da DC: Sandman. Que vestia um sobretudo preto e saía pelas ruas a caça de bandidos com uma máscara de gás e uma pistola que os colocava para dormir.
Com essa bomba e a permissão para reinventá-lo, Gaiman decidiu voltar ao mito de Morpheus, o deus dos sonhos, no qual foi inspirado o herói. Queria algo em que pudesse colocar tudo o que sempre desejou misturar e experimentar, uma história para pessoas que não tem o hábito de ler quadrinhos. Foi lançada em dezembro de 1988, com uma proposta interessante, mas meio devagar com artistas semi-desconhecidos estampando as capas que fugiam do convencional (Não tinha o personagem principal nelas), sendo estampadas com as colagens e montagens surreais de Mckean. A revista, apesar de nova, com o tempo foi ganhando novos adeptos e o nome de Gaiman começou a ser lembrado.
Sandman ganhou força a partir do sétimo mês nas bancas, com a história “O Som de suas Asas”, na qual ele apresenta Morte, a irmã mais velha de Sonho, que ao contrário dele, é uma figura alegre, bonita e extremamente carismática. Trajando o estilo gótico - cartola e guarda-chuva viriam a complementar o figurino depois - e uma ankh (símbolo egípcio da vida após a morte) no pescoço. Nesse ponto o título ganhou um expressivo aumento em suas vendas e a certeza de que não seria cancelado.
A partir de então, Gaiman ganhou força na editora, a ponto de conseguir para si, Mckean e os primeiros desenhista e arte-finalista, Sam Kieth e Mike Dringenberg, parte dos direitos autorais. Apesar da DC alegar que era um personagem antigo da editora, era mais do que óbvio que ele havia criado algo completamente novo. Talvez por se sentir ameaçada por uma possível decisão do autor deixar o título que, na época havia se tornado o mais bem vendido de toda a DC, a empresa cedeu parte dos direitos a eles.
Depois de sete anos Gaiman finalizou a série. Segundo o ele, todas as boas histórias têm um começo e um fim. E Sandman é uma boa história. Apesar dos fervorosos protestos da DC, o autor matou o personagem principal encerrando assim, após 75 edições, o título.

Mesmo com o final de Sandman a DC não parou de lucrar. Ano após ano, relançando a série em encadernados cada vez mais luxuosos e caros. Gaiman ainda abrilhantou, para delírio dos fãs, outras aparições dos personagens, lançando um belo álbum em prosa intitulado Sandman - Caçadores de Sonhos, história comemorativa dos 10 anos da série, com ilustrações de Yoshitaka Amano, um trabalho que casa perfeitamente palavra e imagem com maestria e leveza, recontando de forma belíssima uma das lendas mais populares do Japão, “A Raposa, o Monge e o Mikado dos Sonhos”, que novamente consagrou a ambos com prêmios.
Mais tarde, ao publicar o especial Noites Sem Fim, que contém sete histórias dos perpétuos, desenhadas pelos melhores ilustradores da atualidade, obteve sucesso imediato, tanto que esse encadernado estreou em vigésimo lugar no ranking do New York Times de mais vendidos, sendo a primeira HQ a entrar na lista.
Seja em qualquer estilo, esse quarentão inglês de Portchester que atualmente vive em Minneapolis se supera cada vez mais. Arrebatando legiões de fãs pelo mundo afora, por onde quer que sua obra chegue, seu nome é lembrado e celebrado como um dos maiores escritores da atualidade, rodando o mundo divulgando o seu trabalho e distribuindo autógrafos, assombra a todos por sua paciência e alegria para com seus fãs. No início de Sandman, Gaiman brigava com os desenhistas, pois queria que Sonho se parecesse com ele. Acabou perdendo essa luta, mas talvez por isso tenha se aproximado ainda mais da sua criatura, controlando um reino cheio de magia e fantasia, sentando ao trono do legítimo criador de sonhos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

CABARET NO QUEBRA-NOZES


Com um pouco de atraso, venho contar sobre a experiência de ter assistido ao espetáculo de Tchaikovski, O Quebra-Nozes.
No elenco, recheado de crianças e adolescentes, estavam três formandas da Companhia de Balet Quebra-Nozes. A cada ano eles apresentam um espetáculo, e nesse ano, para comemorar seu décimo aniversário, apresentaram a peça de mesmo nome da companhia.
Com uma platéia recheada de familiares e curiosos, o teatro foi preenchido por música e dança. Durante quase duas horas, as bailarinas e bailarinos dançaram e representaram a mesma história que é repetida natal após natal para crianças.
As pequenas, vestidas de anjinhos, ficavam perdidas, sem saber o que fazer, e claramente tinham a intenção de sair correndo do palco diretinho pro colo da mãe. Mas terminavam sua apresentação com glória.
Com a exceção do tombo de um dos pirulitinhos, nada mais de negativo aconteceu. A Valsa das Flores (última dança apresentada) foi linda, mas como as máquinas eram proibidas, não tirei nenhuma foto ou filmei.
E tudo terminou de valer a pena quando, ao ver a cortina fechada, a menininha de 4 anos ao meu lado gritou para o palco: Vitória, apareça logo, sou eu, sua prima Eduarda! Eu tô com medo do escuro!



E uma lasquinha pra fazer passar vontade:
http://www.youtube.com/watch?v=7FjXjEKpjCw&feature=related
PS: A foto e o vídeo não são da peça de Curitiba.

domingo, 2 de novembro de 2008

CARALHOOOOOOOOOO


Justamente o título, caralho. Quando eu finalmente acho que as coisas vão engrenar, que a quantidade de posts vai realmente se tornar regular, o mundo para novamente e não temos mais nenhum post aqui. Tudo fica tão parado, essa bosta, tá precisando de uma gerencia e urgente.
Portanto nem que eu tenha que começar a vir nessa merda todos os dias, eu irei fazer a maquina funcionar novamente. Nem que eu tenha que soltar piadinhas infames e inúteis eu vou movimentar esse lugar, assim sendo, vamo lá galera botar a coisa pra funcionar, animo.