sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL


Antes tarde do que nunca, os votos de quem ficou ilhado (sentido metafórico da palavra, a Luiza entende) desejo a todos um feliz natal.
Estive na pele do bom velhinho na tal noite natalina e garanto a vocês: Não é tão divertido quanto parece, não mesmo!
Depois conto com riqueza de detalhes a experiência, pois dirigir 400KM em péssimas condições é dureza, estou mortalmente cansado.
Mais uma vez um feliz natal porque um ano novo vem por ai!!!!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

open ana xmas edition 2.0


Open Ana Xmas Edition II
Local: Casa da Ana

- Johnny Walker Black Label

- Jose Cuervo

- Cerveja da boa

DJ Brinde (eu)

(Restos das ceias também serão aceitos)
Quem se empenhar em vir pra Criciúma não paga!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Eu voltei agora é pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar.

Em clima de fim de ano coloco um vídeo emocionante:



Ah, só para avisar, vou postar algo mais decente (ou não), está a caminho.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Uma delícia!

"Vai pamonha?
Vai curau?
Vai pamonha?
Vai cural?

Vamos chegando
Ex-pe-ri-men-tan-do
Pamonhas fresquinhas
Dojeitinhodoseupaladar!
Uma delícia!"

Trabalhar em loja, no Natal, deixa a gente com a cuca fervendo e rola um resgate de tudo que é trash dessa vida. Adoro!

http://www.youtube.com/watch?v=6Fwi7nfOLB0&feature=related

(e alguém tenha a decência de me ensinar a postar vídeos direito faz favor?!)

domingo, 21 de dezembro de 2008

sábado, 20 de dezembro de 2008






Passados os 538 dias do convite para ingressar aqui no puteiro resolvi postar qualquer coisa digna de inauguração e não vou nem pensar em colocar vírgulas pois estamos de férias. E my ass para as técnicas de redação (“prometo não gongar o corpo docente de novo, prometo não gongar o corpo docente de novo”).

Afinal, é Natal é Natal! Uma loucura! Um bafo! Ontem teve uma festa chamada Chá de Cogumelo na Bauhaus (éééé), uma baladinha aqui de Pato Branco. Para meu profundo desapontamento, não houveram amostras grátis do que leva o nome da festa. O que resultou em amostras de bebidas amigas, em eventuais tropeços nas garrafas vazias espalhadas e um ALÔ CRISTINA proferido alto, etílico e vergonhoso ao DJ da casa, que insistia em executar o eletro-tédio mais temido do sul do mundo.
Ui.

Depois de quatro horas bem dormidas, estou aqui na loja num momento para se pensar, ressuscitando com o novo single do Metronomy, que caiu ni mim agorinha agorinha.





(em tempo: ha ha, voltei da festa com a representante da turma, beijos)


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Higiênico


Mais um dia. Acordo tarde, sei que é tarde. Não olho no relógio, mas sinto. A luz que entra por entre as frestas da cortina, não me permite que eu abra os olhos, me cega.
Ataques compulsivos de espirros me acometem, sempre. Cada novo dia conto dez, quinze, vinte espirros. Dia após dia, é sempre uma bagunça, mas desde que parei de usar camisetas velhas para conter os projéteis lançados a bagunça diminuiu. Uso papel agora, mas eles aumentam a quantidade de espirros apesar de ser mais higiênico.
Papel higiênico, esse é o nome. São de boa qualidade, o melhor do mercado. Comprei vários rolos um dia desses. Promoção. Acabou se tornando um ato caro, sempre o despertar. Seja manhã, tarde ou noite, o espirro. Os espirros me anunciam o momento de levantar.
Certa vez me perguntaram por que isso acontecia, não soube responder. Acredito que seja um processo natural, como lacrimejar ao cortar cebolas ou ficar sonolento ao ler um livro enfadonho. A pessoa me indagou novamente: Talvez seja alergia, talvez você devesse limpar melhor o teu quarto?
Pensei comigo: É talvez. Mas me lembrei que o quarto havia sido limpo no mesmo dia, e não é por causa do local, outros lugares talvez mais higiênicos já adormeci e não solucionou o problema.
Higiênico, papel higiênico. Volto a pegar mais um pedaço e assuar o nariz, esperançoso para que cesse. Engano, não cessou.
Volto a refletir: Talvez eu tenha mesmo alergia. Alergia a acordar talvez. Eu sou único. A única pessoa no mundo a ter alergia a acordar. Alergia estranha de se ter, mas quem não é? Estranho, digo. Alérgicos têm aos montes também, mas não focarei neles.
Começo a pensar, e se eu não dormisse? Como seria? Nunca gostei muito de dormir, me esforço para fazê-lo o mínimo possível. Esforço em vão. Adormeço.
Mais uma vez acordo com um espirro. Higiênico, papel higiênico.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Nosso novo herói




Qual não foi minha surpresa ao entrar na internet hoje e me deparar com essa foto. Esse cara é o meu novo herói, e tudo o que se sabe é que ele é um jornalista iraquiano. Seu feito? Nada menos que tentar dar uma sapatada no Senhor George W. Bush.
Isso mesmo. Durante a visita surpresa de Bush a Bagdá, o presidente americano apertava as mãos do primeiro ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, quando o fato se consumou. Nosso jornalista simplesmente jogou seu sapato para acertar Bush, e gritou "É o beijo de despedida, seu cão".
No Iraque, jogar o sapato em alguém é uma infração gravíssima. Um gesto de antipatia extrema! Nosso jornalista foi retirado rapidamente do local, mas com certeza entrou na nossa memória como o cara que fez o que mais da metade do mundo queria ter feito há tempos.




E pra tudo ter valido a pena, ver o Bush com essa carinha assim tem lá seus prazeres, né?






As fotos foram retiradas do site da UOL.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

BILLY NAME




Chamou-se Uptight with Andy Warhol, e não era só um festival de filmes de Warhol, era uma espécie de happening com os filmes de Andy – os filmes eram projetados em cima das pessoas que apareciam enquanto elas mesmas dançavam em cima do palco. Na verdade a gente fez um filme do Velvet Underground e Nico para poder projetar neles enquanto tocavam na Cinemathèque.
A coisa toda de início foi chamada de Uptight porque quando Andy fazia alguma coisa todo mundo ficava tenso. Andy era uma espécie de antítese do que os artistas de vanguarda eram naquele tempo.
Cineastas como Stan Brakhage e Stan Vanderbeek ainda eram artistas boêmios heróicos de vanguarda, ao passo que Andy não era sequer um anti-herói, era um zero. E isso fez com que eles rangessem os dentes por Warhol se tornar reconhecido como o centro daquela coisa que eles tinham criado. Então todo mundo sempre ficava ligado quando ele aparecia.
Todos os outros cineastas undergrounds se arrepiavam como se alguém estivesse riscando uma lousa com giz – “Oh não, Andy Warhol de novo, não!”

domingo, 7 de dezembro de 2008

TERRA CELTA



Não, eles não são irlandeses. Mas cumprem sua proposta a bel prazer: fazer com que as pessoas se sintam na Irlanda. Durante algumas horas, vi pessoas dançando, bebendo Heineken a dar com pau, brincando, rindo e se divertindo. A única coisa diferente, e que o vocalista fez questão de avisar, é que "irlandês não perde tempo de festa falando no celular".
A banda Terra Celta também não é famosa, mas faz uma música diferente. E gostosa. Os caras são gente finíssimas, e só exigem uma coisa da galera: que elas fiquem, conforme o andamento do show, cada vez mais bêbadas. Acho que ninguém teve a pretensão de reclamar dessa exigência, uma vez que ela não requer esforços demais.
Diretamente de Londrina, eu vi a bagunça deles na sexta-feira, num pub novo que abriu em Cianorte (sim, Cianorte! e ninguém tirando sarro). A noite tinha tudo pra ser boa, mas tenho certeza que foi melhor por culpa deles.

Assistam:



Pra quem gostou e quer mais, aqui tem:
http://www.myspace.com/terracelta
www.tramavirtual.com/terra_celta


sábado, 6 de dezembro de 2008


Bem pessoal, nossa amiga Hamtaro (Luiza), é mesmo um bagre ensaboado. Ela postou e espirrou fora sem pensar nas responsabilidades cabarenisticas. Comemorou o post número 70, mas se esqueceu do mais importante e o que é pior usando o espaço dele o nosso tão idolatrado e querido número, indispensável em qualquer cabaret que se preze, o 69.
O que seria das relações se não fosse o bom e velho 69? Um número que se completa, se encaixa, é belo e se mostra uma representação do yng-yang (se num sabe o que é joga no google, que eu num sou dicionário de burro).
Não preciso ficar me enrolando mais, já ficou mais do que claro o porque o 69 deve ser celebrado. Porque ele é um número natural precedido pelo 68 e sucedido pelo 70 e como se já não bastasse é o sexto número interprimo, interessante não?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

SCHIZOPHRENIA

I went away to see an old friend of mine
His sister came over she was out of her mind
She said Jesus had a twin who knew nothing about sin
She was laughing like crazy at the trouble
I'm in
Her light eyes were dancing she is insane
Her brother says she's just a bitch with a golden chain
She keeps coming closer saying
"I can feel it in my bones
Schizophrenia is taking me home"
My Future is static
It's already had itI could tuck you in
And we can talk about itI had a dream
And it split the scene
But I got a hunch
It's coming back to me

Sonic Youth em homenagem ao post número 70!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PAUL MORRISSEY E LOU REED


A semana na Cinemathèque era para ser uma retrospectiva de filmes de Edie Sedgwick? Bobagem. Isso é absurdo. A gente provavelmente ainda estava tentando ajudar Edie, provavelmente teve algumas cenas delas caminhando por aí sem fazer nada.
Jonas Mekas não ofereceu a Cinemathèque para Andy. Ofereceu para mim. Ele perguntou: “Você tem alguma coisa para pôr nesse teatro de aluguel?” E eu disse: “Por que você não exibe uns filmes, e a gente lança o nosso grupo?”
Exibimos filmes em double-screen durante uma hora, e em seguida o Velvet Underground tocou na frente de uns outros filmes por uma hora. Foi isso aí. Foi legal. Só um trabalho.
Andy projetava seus filmes em cima da gente. Nos vestíamos de preto para que desse para ver o filme. De qualquer modo, a gente sempre tava de preto.

sábado, 29 de novembro de 2008

PARA SE PENSAR



by Vinícius, para poucos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

DE VOLTA À ATIVA


E ai galera, vamos botar essa porra pra funcionar. Isso aqui está mais parado que olho de vidro, se fosse água já tinha era dado dengue faz tempo.
Mas deixando as águas que passaram de lado, mais uma vez venho explicar esse marasmo todo, dessa vez em prol dos colaboradores dessa zona. Não é que a galera aqui é descendente de baiano, alguns sim, mas não vem ao caso no momento, o final de ano veio pra matar dessa vez, liquidou toda e qualquer tentativa de vida social desses sequelados, faculdade não é mole não. Agora que estão todos um pouco mais aliviados, ou não, dos trabalhos finais vamos voltar a ativa com força total nesse verão, trazendo uma enxurrada de informações para vocês.
Falando em enxurrada gostaria de parabenizar a nossa "surfista de enxurrada", ela o "bagrim de enchente", Luiza, pela sua iniciativa mostrando nossa solidariedade para o pessoal mais ao sul, mais especificamente os catarinenses. Ela que estava por lá cobrindo os últimos acontecimentos literalmente "boiando", voltou milagrosamente para Curitiba. Ninguém sabe ao certo, alguns acreditam que foi a nado, outros que de canoa, mas ela afirma que foi de ônibus mesmo.
Isso que é empenho para não perder as finais, uma salva de palmas para ela, o buda em cima da pedra (talvez assim ela tenha conseguido permanecer "ilhada" como alguns dizem) e os sinceros parabéns Luiza.

CALAMIDADE PÚBLICA

Depois de quinze horas de viagem, consegui voltar pra Curitiba. Minha cidade favorita, Pomerode, destruída. Blumenau idem. O Parque Vila Germânica, onde ocorre a Oktoberfest, tomado pela lama do Itajaí-Açu. Sem falar de Balneário Camboriú, Itajaí, Gaspar...
A gente não merecia isso, não mesmo.

Esse texto é da coluna do Kennedy Alencar no site da Folha.


Pagamos o preço do descaso urbanístico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu o ritual que se espera de alguém em sua posição. Visitou áreas devastadas por enchentes em Santa Catarina e liberou recursos com alguma presteza. É injusta a crítica de que Lula demorou a agir.
De fato, ele tinha compromissos de estado, como a visita do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev. E, na manhã da última segunda-feira, antes de começar a reunião ministerial, Lula orientou ministros a agir rapidamente, o que foi feito.
De imediato, o importante é socorrer as vítimas. É preciso que a ajuda chegue rapidamente a quem necessita. Será necessário um acompanhamento gerencial rigoroso para avaliar se os recursos realmente chegarão lá na ponta, como se costuma dizer na burocracia.
E as causas de fundo? Quais são?
Houve um rápido processo de urbanização do Brasil no século passado, sobretudo na segunda metade. As cidades cresceram rapidamente sem planejamento urbanístico, visto como frescura por administradores obreiros.
São Paulo tinha as suas marginais que inundavam todos os anos, problema que diminuiu bastante faz poucos anos. O Rio padece a cada verão. As moradias em encostas em Belo Horizonte também. Até as tesourinhas do Plano Piloto de Brasília, aquelas passagens de nível que parecem autorama, são armadilhas em tempos de chuva --isso numa cidade com menos de 50 anos e que foi supostamente bem planejada. Todas as grandes cidades brasileiras sofrem com bueiros entupidos --e boa parte dessa culpa é de quem joga lixo na rede pública de esgoto.
O que se vê agora em Santa Catarina é uma repetição do que aconteceu no início dos anos 80. Passaram-se 30 anos, tempo suficiente para um planejamento urbanístico conseqüente produzir resultado.
A gente sabe que o cobertor é curto. Há uma briga danada pelos recursos dos orçamentos públicos. Num país com as carências do Brasil, o sujeito que tem um barracão no alto do morro está bem melhor do que aquele que dorme na sarjeta. Favelas e moradias irregulares viraram uma triste realidade.
Há ainda a corrupção, um problema endêmico no Brasil, mas muito menor hoje do que foi no passado. Obviamente, existem prioridades sociais, como melhorar nossos sistemas educacional e de saúde.
Dito isso, parece óbvio que o planejamento urbanístico deva virar uma prioridade dos administradores nos níveis federal, estadual e municipal. A ausência desse planejamento é a principal responsável por tragédias como a de Santa Catarina. É preciso pensar o crescimento das cidades. Dentro do possível, ordenar ou minimizar a bagunça que já existe. Fiscalizar construções irregulares não só de peixinhos, mas também dos tubarões. E oferecer uma alternativa razoável para quem tem um teto na beira do precipício.
Sem essas medidas, não adianta culpar o presidente, o governador, o prefeito, São Pedro e o aquecimento global. Mas adiantaria muito cobrar medidas dos três primeiros e pensar bastante antes de entupir com lixo a rede pública de esgoto.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

EXPLICAÇÕES


Bem pessoal, estou aqui pra explicar o motivo do desaparecimento de todos, o bom e velho FIM DE ANO. Algo que faz com que todos fiquem correndo bastante para conseguir terminar tudo, por isso peço desculpas aos que esperam ansiosamente por novos posts. Faculdade aperta e outros afazeres passam a ter prioridades, então vim aqui só pra deixar 1 justificativa e um trabalhinho de facul pra num deixar tão desamparado o cabaret. É isso ai e curtam o perfil do Gaiman, porque tá legal. Modéstia passou longe agora. Abraço a todos.


“Com um pouco de areia eu mostrarei o terror a vocês”. Com tal frase T.S. Eliot¹, estampada em cartazes sem muito alarde, se deu o início da série Sandman, que alçou Neil Gaiman para as estrelas, como um dos grandes escritores da atualidade.
Tendo se tornado uma das histórias em quadrinhos de sucesso mais bem vendidas, ela tem como personagem central Sandman conhecido por vários nomes, Morpheus, ou Sonho são alguns deles. É rei do sonhar - o mundo dos sonhos e um imortal como seus irmãos, os únicos de sua raça. Os Perpétuos (Morte, Desejo, Delírio, Desespero, Destino e Destruição) como são chamados, são seres que já habitavam o universo antes de tudo existir e partirão depois que tudo se extinguir. Cada qual possui domínios próprios e costumam passear por entre os humanos, às vezes em seus sonhos e suas mentes, outras vezes acabam presos por ocultistas inescrupulosos que almejam os seus poderes, ou simplesmente tentando ser um de nós, viver e se apaixonar, seja esse amor humano ou não.
Mesclando uma série de referências da cultura pop com mitologia e história (até Shakespeare faz uma ponta em algumas histórias), Gaiman eleva os quadrinhos a outro patamar. Com uma proposta divergente do rotineiro, em que os heróis não mais são o foco e as histórias não são mais infantis, ele cria uma trama intrincada levando o leitor habitual a um novo nível.
Sempre trajando uma velha jaqueta de couro e roupas pretas, Gaiman conquistou uma legião de fãs. Por onde passa fica a impressão de estar-se diante de um “pop star” do mundo musical e não apenas um escritor. Mas não são apenas fãs que ele coleciona. Prêmios é o que não falta em sua estante. Trata-se de um artista multimídia, com trabalhos em prosa, poesia, filmes, jornalismo, músicas, quadrinhos e dramaturgia. Depois da criação de Sandman, acabou se tornando uma espécie de alquimista dos dias modernos. Tudo que ele cria se transforma em sucesso de crítica e de público. Conseqüentemente, mais troféus e ouro.

Gaiman totaliza 29 prêmios dos mais variados e mais que o dobro de indicações (a maioria para a série Sandman). O mais celebrado é o World Fantasy Award de 1991, por melhor história curta, com “Sonho de Uma Noite de Verão” (número 19 da série), uma releitura da obra homônima de Shakespeare. Provando ao mundo que quadrinhos é arte e pode ser aceito como tal. Os literários se sentiram tão ofendidos por serem desbancados por uma história em quadrinhos que vetaram a participação delas desde então, restringindo-as à categoria “Prêmio Especial”. Ou seja, Gaiman é o único quadrinhista a abocanhar o prêmio.
Mas não só de quadrinhos vive este homem. Ele também já escreveu diversos livros, sendo o primeiro Deuses Americanos, um dos mais bem sucedidos, chegando a ficar em primeiro lugar da lista de Best Sellers do New York Times. Os Filhos de Anansi repetiu o feito. Também se aventurou pela literatura para crianças. Com Coraline, Gaiman chegou ao posto de livro infantil mais vendido, contando a história de uma garotinha que se muda para uma casa grande com vários quartos alugados, em meio a vizinhos excêntricos que sempre pronunciam seu nome errado, Caroline. Explorando o lugar descobre em um quarto vazio uma realidade paralela habitada por seres diferentes e tudo parece perfeito, até que ela se dá conta de que o local é perigoso e mortal do qual precisa escapar.
Com suas histórias recheadas de fantasia e mito, Gaiman leva para as histórias infantis a mesma receita que usa para as várias histórias adultas, assumindo que as crianças são dotadas de inteligência para assimilá-las. Todas as narrativas são recheadas com certa intimidade e um senso de humor refinado. O ingrediente principal, o medo. Seja ele com relação a Os Lobos dentro das paredes, ou em O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados, Neil sempre busca abordar temas sombrios, pois acredita que as crianças também aprendem com o medo.
Além dos livros, ele ainda deseja alcançar mais, muito mais. Assim começam as suas aventuras por entre o mundo do cinema, em roteiros como Princesa Mononoke e A lenda de Beowulf (ambos animações, sendo o primeiro um longa japonês e o segundo uma superprodução hollywoodiana). Foi convidado pelos criadores e muito bem sucedido e aceito pela crítica e público. Também se mostrou como diretor em A Short Film With John Bolton (um curto filme sobre John Bolton), no qual se sentiu mais realizado por ter domínio sobre tudo, desde as falas e como elas seriam ditas, passando pelo roteiro e cenas. Também fez o roteiro adaptado de sua própria obra Stardust e ajudou em Máscara da Ilusão, com direção de Dave Mckean, amigo e parceiro de longa data, que detém o título de maior colaborador do autor.

Desde seu início nos quadrinhos, Gaiman conta com Mckean em diversos trabalhos. Eles se conheceram no projeto mal sucedido de uma revista que reunia diversos artistas de várias áreas. Naquela época, Gaiman era um jovem jornalista que tinha uma queda pela nona arte. Encontrou um parceiro que poderia ilustrar suas obras: um Dave Mckean em pleno curso de Design. A revista nunca chegou a sair, mas juntou a dupla. Foi aí que surgiu Violent Cases, a primeira história em quadrinhos deles. Logo em seguida, Signal To Noise.
Auxiliados por um então já famoso Alan Moore, considerado um dos papas dos quadrinhos modernos, Gaiman e Mckean conheceram Karen Berger, diretora-executiva da DC Comics, para mostrar a proposta de reviver uma personagem antiga da editora, Orquídea Negra. O garoto que um dia foi orientado a cursar contabilidade, pois desejava o impossível, acabara de realizar seu sonho: Escrever quadrinhos americanos.
Devido ao excelente trabalho feito com essa minissérie, eles ficaram conhecidos e se inseriram no mercado americano. Depois de algumas outras histórias dentro da editora, surgiu a oportunidade de ter um título mensal. Após muitas discussões, Gaiman decidiu, assim como fez com a Orquídea, reviver um herói antigo da DC: Sandman. Que vestia um sobretudo preto e saía pelas ruas a caça de bandidos com uma máscara de gás e uma pistola que os colocava para dormir.
Com essa bomba e a permissão para reinventá-lo, Gaiman decidiu voltar ao mito de Morpheus, o deus dos sonhos, no qual foi inspirado o herói. Queria algo em que pudesse colocar tudo o que sempre desejou misturar e experimentar, uma história para pessoas que não tem o hábito de ler quadrinhos. Foi lançada em dezembro de 1988, com uma proposta interessante, mas meio devagar com artistas semi-desconhecidos estampando as capas que fugiam do convencional (Não tinha o personagem principal nelas), sendo estampadas com as colagens e montagens surreais de Mckean. A revista, apesar de nova, com o tempo foi ganhando novos adeptos e o nome de Gaiman começou a ser lembrado.
Sandman ganhou força a partir do sétimo mês nas bancas, com a história “O Som de suas Asas”, na qual ele apresenta Morte, a irmã mais velha de Sonho, que ao contrário dele, é uma figura alegre, bonita e extremamente carismática. Trajando o estilo gótico - cartola e guarda-chuva viriam a complementar o figurino depois - e uma ankh (símbolo egípcio da vida após a morte) no pescoço. Nesse ponto o título ganhou um expressivo aumento em suas vendas e a certeza de que não seria cancelado.
A partir de então, Gaiman ganhou força na editora, a ponto de conseguir para si, Mckean e os primeiros desenhista e arte-finalista, Sam Kieth e Mike Dringenberg, parte dos direitos autorais. Apesar da DC alegar que era um personagem antigo da editora, era mais do que óbvio que ele havia criado algo completamente novo. Talvez por se sentir ameaçada por uma possível decisão do autor deixar o título que, na época havia se tornado o mais bem vendido de toda a DC, a empresa cedeu parte dos direitos a eles.
Depois de sete anos Gaiman finalizou a série. Segundo o ele, todas as boas histórias têm um começo e um fim. E Sandman é uma boa história. Apesar dos fervorosos protestos da DC, o autor matou o personagem principal encerrando assim, após 75 edições, o título.

Mesmo com o final de Sandman a DC não parou de lucrar. Ano após ano, relançando a série em encadernados cada vez mais luxuosos e caros. Gaiman ainda abrilhantou, para delírio dos fãs, outras aparições dos personagens, lançando um belo álbum em prosa intitulado Sandman - Caçadores de Sonhos, história comemorativa dos 10 anos da série, com ilustrações de Yoshitaka Amano, um trabalho que casa perfeitamente palavra e imagem com maestria e leveza, recontando de forma belíssima uma das lendas mais populares do Japão, “A Raposa, o Monge e o Mikado dos Sonhos”, que novamente consagrou a ambos com prêmios.
Mais tarde, ao publicar o especial Noites Sem Fim, que contém sete histórias dos perpétuos, desenhadas pelos melhores ilustradores da atualidade, obteve sucesso imediato, tanto que esse encadernado estreou em vigésimo lugar no ranking do New York Times de mais vendidos, sendo a primeira HQ a entrar na lista.
Seja em qualquer estilo, esse quarentão inglês de Portchester que atualmente vive em Minneapolis se supera cada vez mais. Arrebatando legiões de fãs pelo mundo afora, por onde quer que sua obra chegue, seu nome é lembrado e celebrado como um dos maiores escritores da atualidade, rodando o mundo divulgando o seu trabalho e distribuindo autógrafos, assombra a todos por sua paciência e alegria para com seus fãs. No início de Sandman, Gaiman brigava com os desenhistas, pois queria que Sonho se parecesse com ele. Acabou perdendo essa luta, mas talvez por isso tenha se aproximado ainda mais da sua criatura, controlando um reino cheio de magia e fantasia, sentando ao trono do legítimo criador de sonhos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

CABARET NO QUEBRA-NOZES


Com um pouco de atraso, venho contar sobre a experiência de ter assistido ao espetáculo de Tchaikovski, O Quebra-Nozes.
No elenco, recheado de crianças e adolescentes, estavam três formandas da Companhia de Balet Quebra-Nozes. A cada ano eles apresentam um espetáculo, e nesse ano, para comemorar seu décimo aniversário, apresentaram a peça de mesmo nome da companhia.
Com uma platéia recheada de familiares e curiosos, o teatro foi preenchido por música e dança. Durante quase duas horas, as bailarinas e bailarinos dançaram e representaram a mesma história que é repetida natal após natal para crianças.
As pequenas, vestidas de anjinhos, ficavam perdidas, sem saber o que fazer, e claramente tinham a intenção de sair correndo do palco diretinho pro colo da mãe. Mas terminavam sua apresentação com glória.
Com a exceção do tombo de um dos pirulitinhos, nada mais de negativo aconteceu. A Valsa das Flores (última dança apresentada) foi linda, mas como as máquinas eram proibidas, não tirei nenhuma foto ou filmei.
E tudo terminou de valer a pena quando, ao ver a cortina fechada, a menininha de 4 anos ao meu lado gritou para o palco: Vitória, apareça logo, sou eu, sua prima Eduarda! Eu tô com medo do escuro!



E uma lasquinha pra fazer passar vontade:
http://www.youtube.com/watch?v=7FjXjEKpjCw&feature=related
PS: A foto e o vídeo não são da peça de Curitiba.

domingo, 2 de novembro de 2008

CARALHOOOOOOOOOO


Justamente o título, caralho. Quando eu finalmente acho que as coisas vão engrenar, que a quantidade de posts vai realmente se tornar regular, o mundo para novamente e não temos mais nenhum post aqui. Tudo fica tão parado, essa bosta, tá precisando de uma gerencia e urgente.
Portanto nem que eu tenha que começar a vir nessa merda todos os dias, eu irei fazer a maquina funcionar novamente. Nem que eu tenha que soltar piadinhas infames e inúteis eu vou movimentar esse lugar, assim sendo, vamo lá galera botar a coisa pra funcionar, animo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Acompanhando o movimento


Poeta punk chumbado


Intervenção por intervenção eu prefiro algo mais simplório e mais significativo. Como se fosse uma religião sabe? Talvez mais importante do que um segmento, uma lógica, um percurso. Sobriedade, quase sempre. Desde que eu comecei a acreditar as coisas ficaram difíceis e tendem a piorar, assemelha-se ao conceito de tempo do calendário Maia, tempo e espaço pode ser a mesma coisa, mas nunca com linearidade. Sadismo a parte, qualquer acontecimento a partir disso deve ser
cuidadosamente analisado.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Aulas de Elvis com Johnny Cash

Já que o Cabaret Do Zé é uma miscelânea cultural e a banda Cabaret Doze precisa de muito ensaio, resolvi postar esse vídeo.

Johnny imita Elvis num programa de TV da época.
Só para constar: a música Heartbreak Hotel faz parte do nosso "repertório".
Confiram!


domingo, 26 de outubro de 2008

TUPI OR NO TUPI, THAT IS THE QUESTION!



Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

(Oswald de Andrade)



Então, galera. O Vinícius me chamou pra colaborar com o Cabaret, mas eu não tenho nem idéia do que vou querer postar aqui por enquanto. Aliás, idéias tenho, e muitas. Resta selecionar o que presta - e muitos erros existirão quanto a isso. Mas com uma poesia ali, uma música aqui e outro texto lá, eu vou me virando pra me encaixar. No fim (que eu espero que não exista), tudo vai dar certo. Um abraço.

ASSUMINDO A POSIÇÃO















Se esse lugar antes num tinha dono, agora tem. Cheguei finalmente pra por ordem na zona que virou isso aqui, apesar de cabaret ser zona no bom e velho português num é preciso tanto.
Comecei mudando a decoração da casa pra mostrar que tem nova gerencia, vou deixar claro que a minha opinião é a que vale e se num gosta chega em mim que nois resolve la fora blz??
Pra começar a história vou vir aqui de vez em quando contar umas história proceis, sem muita putaria e viadagem, porque é assim que tem que ser, enquanto esses outros ai da casa ficam responsáveis pela diversão e movimento do recinto, esse é um comunicado oficial. NADA DE CASA PARADA.
Sabem como é esse negocio de casa parada num rola, a coisa fica as moscas e num funciona bem, ninguêm entra pra ver mais porra nenhuma, num bota comentário e é isso ai. Fim de papo.
Quem num gostou vem aqui falar comigo, porque se antes esse cabaret num tinha dono agora ele tem é como o nome ja diz é do Zé.

domingo, 19 de outubro de 2008

MUDOU


Bem pessoal há coisas que mudam na vida e uma delas é o cabaret, que está passando por reformas, para agradar a todos vocês que entram e acompanham, ou não o cabaret.
Bem essas mudanças serão anunciadas mais a diante, mas vale informar que elas aconteceram, desde mudanças de pessoal a mudanças editoriais ou mesmo da própria casa. Em breve irão presenciar o acontecimento. Abraço a todos e aguardem.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PEDIDOS

Casamento do figura com Melinda Gebbie, desenhista de Lost Girls e atual esposa, Alan é o cara. (ele é roteirista dessa HQ também )


A pedido da Luiza, como eu estava sem uma idéia central de post ela me sugeriu que falasse desse tema. WATCHMEN - O FILME.
Mas não tem como falar do filme sem antes dizer um pouco sobre a HQ e também não tem como falar da HQ sem antes falar dele, o cara, o maioral, o inigualável e inconfundível Alan Moore. Vocês devem estar se perguntando quem é ele? Mas para os desavisados de plantão eu irei explicar, Moore é se não o melhor um dos melhores autores de HQ atuais, ele nasceu na Inglaterra em Northampton, vindo de uma família pobre, teve uma infância e adolescência difícil lendo histórias para tentar fugir de tudo que o cercava, assim anos mais tarde viria a se tornar escritor de HQs na sua terra natal. E como ele mesmo já disse "Os americanos vêem você ganhar alguns prêmios e acham que você ganhou um Oscar, assim importaram meu cérebro para a America", dessa forma ele começou a trabalhar pra DC, mas antes criou obras consagradas no gênero como Do Inferno, A Liga Extraordinária, V de Vingança. Todas com suas adaptações para o cinema, depois revolucionou alguns títulos e criou alguns outros mais como O Monstro do Pântano, introduzindo uma temática mais elaborada na revista, remodelando o personagem e Miracleman.
Assim ele foi escolhido para criar uma série com os personagens da extinta editora Charlton recém adquirida pela DC, em algumas semanas ele apresentou um roteiro com o nome Watchmen com base na frase do filósofo Juvenal "Quis Custodiet Ipsos Custodes?" (Quem vigia os vigilantes?), em meio a guerra fria, ele introduz os super-heróis, mostrando como seria o mundo real se eles realmente existissem. Misturando fatos históricos reais com a ficção ele arremessa o leitor para uma intrincada trama que tem como partida o assassinato de um homem, que mais tarde descobre se tratar do Comediante um dos super-heróis, dando como ponto de partida para que você possa conhecer esse mundo meticulosamente planejado e estruturado por seu criador, que tem fama de escrever paginas a fio descrevendo um único quadro da página.
Resumindo a história, as revistas foram um sucesso absoluto, ganhando diversos Eisners (o maior prêmio das histórias em quadrinhos), também ganhou o Hugo o prêmio mais cultuado de ficção científica da época jamais ganho por uma HQ antes. Alçando Alan Moore a posição de ícone, local que ele jamais desejou estar.
Anos depois a revista Times colocou ela entre as 100 melhores obras de ficção do século XX, tal proeza teria feito Alan e David Gibbons (desenhista da série) homens extremamente ricos, se não fosse pelo fato de na época serem jovens talentos em busca de trabalho e terem assinado um contrato onde que os direitos seriam da DC Comics até quando eles parassem de publicá-la, isso não seria problema se Watchmen não tivesse se tornado a HQ mais rentável de todos os tempos, sendo reeditada anualmente durante os últimos 20 anos, sendo por esse motivo que teremos em março de 2009 o filme Watchmen, coisa que Alan Moore jamais aprovou para nenhuma de suas obras.
Ufa, finalmente cheguei no começo, ou no fim. Watchmen está sendo dirigido por Zack Snider, o mesmo diretor do filme 300, que também foi baseado em uma HQ do Frank Miller, a proposta de Zack é ser o mais fiel possível as obras mães e surpreender, no caso foi o que ele fez com a imprensa no último dia 2, onde ele exibiu 25 minutos de cenas do filme narradas pelo próprio Zack. O filme é uma das adaptações mais aguardadas do próximo ano, arriscaria dizer que mais até do que o excelente Batman foi pra esse ano. Para nós meros mortais, só resta aguardar e nos contentar com o trailer. Fica aqui a dica, não se contente apenas com o filme, vão atrás do encadernado (coletânea de revistas), o preço é meio salgado, mas acreditem, vale a pena.

http://br.youtube.com/watch?v=R3orQKBxiEg

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

CARA NOVA


Bem como eu disse no meu ultimo post, o cabaret está de cara nova e para isso eu irei iniciar falando de um dos melhores assuntos do mundo, QUADRINHOS. Sim esse é um bom assunto, pelas minhas andanças de sites relacionados encontrei algo interessante no site da Conrad que é um dos melhores para se comprar e se inteirar sobre o assunto, minha opinião.

"O mercado de quadrinhos raros está fervilhando – e nem sempre é com títulos muito antigos. Um exemplo mais conhecido é Prelúdios e Noturnos, primeiro volume da série encadernada de Sandman, que já costuma ser negociado a partir de R$ 250,00 em sites de vendas – num portal de leilões o álbum chegou a ser vendido por R$ 560,00.

Outros títulos também estão valorizados, como o primeiro volume do mangá One Piece, que é negociado em pontos de venda como o comic shop Revista e Cia. de Fortaleza, Ceará, por R$ 60,00 (chegou a custar R$ 80,00 em eventos), e também o encadernado Morte, com histórias solo da irmã mais velha de Sandman, que está sendo vendido por R$ 150,00." (Entende agora Luiza, porque eu digo pra você abrir em um angulo de apenas 45º e não apoiar os braços)

Bem agora provado que quadrinhos além de cultural é bastante lucrativo irei colocar aqui uma entrevista com o criador dos albúns Prelúdios e Noturnos e Morte, da série aclamada Sandman, depois em um próximo post eu falo mais sobre Sandman.





MP3

Vou faze uma lista com links de blogs com mp3. Discos bons, coisas esquecidas, clássicos que ninguém conhece, enfim, coisas decentes pra ouvir.

young hotel foxtrot: Blog criado pelo Luiz Young de Rio Grande (RS), e hoje com mais algumas pessoas postando. É o que eu entro a mais tempo. Basicamente rock altrnativos, shoegaze, indie nos anos 90 e muito, muito folk. O nome é um trocadilho com um disco do Wilco, o Yankee Hotel Foxtrot, o melhor segundo eu mesma. http://younghotelfoxtrot.blogspot.com/
rapaz do interior: Do Aleques, que também faz parto do younghotel. Bandas novas, indiepop e folksingers.http://aleques.blogspot.com/
julia valentine: Outro membro do younghotel, o Charles. Como já diz o próprio título do blog, ''pra ouvir fumando um marlboro sob o céu da américa''. Alt-rock, alt-country, grunge. http://wearedisabled.blogspot.com/
we are disabled: Tem muita coisa, mesmo, inclusive lançamentos, e até discografias inteiras. http://wearedisabled.blogspot.com/
indie nation: Lançamentos. Sim, muitos deles. http://www.indienation.blogspot.com/
.folking.: Novos e velhos folksingers, bandas, enfim, caipiras em geral. http://folking.blogspot.com/
Espero realmente ter ajudado no seu bom senso musical. Em breve posto mais alguns.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vive la France!



O Saulo me mostrou uma cantora que eu gostei muito.
Ela se chama Camille e é francesa.
Tem quatro discos:

Le sac des filles (2002)
Le fil (2005)
Live au Trianon (2006) (gravação do seu show ao vivo)
Music Hole (Abril de 2008) (o meu preferido até o momento).

Ficaadica!

Abaixo algumas sugestões de vídeos.


Paris - música do primeiro cd



Au port - música do segundo cd





Ta douleur - música do segundo cd




Gospel With No Lord - música do último cd




http://www.camille-lefil.com/

NOVA LINHA EDITORIAL DO CABARET



Finalmente depois te tanto esperar vem ai as explicações frente a nova linha editorial desse lugar.
Tentarei mater uma regularidade maior de posts aqui no cabaret, mas isso não vem muito ao caso agora.
A nova linha editorial se dá da seguinte maneira, tentaremos cada um de nós quatro, mantermos uma linha, uma regularidade a ser seguida, como por exemplo a Luiza com o seu "Cultura Pop" no qual entra tudo mas ao mesmo tempo não entra nada. Conseguiram entender? É dificil eu sei. Ou como o Ricardo que virá com algumas surpresas por ai algo a ver com futebol, mas deixarei vocês descobrirem. Tudo envolto nas brumas misteriosas, soa até meio profético isso.
Já a minha pessoa, além de esclarecedor e reflexionista do bando, não sei também qual linha seguirei mas será como sempre pensando em vocês, na tentativa de não se tornar algo massante e predatório dos vossos preciosos tempos, soou meio estranho essa concordância, mas deixando o português de lado, volto a linha onde estava que na verdade já perdi. Conseguem visualizar o porque é difícil seguir uma linha.
Tentaremos fazer dessa casa um local mais hospitaleiro para todos vocês, algo inovador atraente e revolucionário, soou meio comunista esse revolucionario. Deixando as ideologias de lado, trago hoje para iniciar essa nova fase do cabaret um texto de cunho socio-jornalistico para vocês, nem sempre virá coisas assim pretendo seguir um outro rumo, como cada um dos outros moldadores daqui, pois deixarei que cada qual se apresente da melhor maneira que lhes convir, então sem mais delongas e por falta de uma mente mais fertil e pesquisas arduas, deixarei agora com vocês: (Musica de suspense)

Anão é acusado de estupro em pé

Tratava-se de um caso de estupro que envolvia como acusado um anão e a vítima, uma moça de 1,80m de altura.

O advogado do anão pedia a absolvição, afirmando que não haveria a possibilidade do anão ter cometido o crime, uma vez que constava no depoimento da própria vítima que o ato sexual teria acontecido em pé.

Como explicar que um anão de 1,30m teria conseguido fornicar em pé com uma moça de 1,80m ?

O Promotor de Justiça reitera o pedido de condenação, dizendo que pelo depoimento da vítima, que afirmou “o anão tinha utilizado um balde”. Assim, o anão teria subido no balde para ficar na altura necessária.

O juiz decidiu: “Absolvo o acusado. Não houve estupro, pois o ato teve o consentimento tácito da vítima. Apesar estar de mãos amarradas, nada impedia a vítima de chutar o balde e derrubar o anão, se assim quisesse”.

Muito tempo depois, quando o crime já estava prescrito, o anão explicou:

”Eu cometi o estupro usando um balde, mas não subi nele. Eu coloquei o balde na cabeça da moça e me dependurei na alça…”



Agora depois de finalizado o jornalismo, um pouco de diversão a vocês.

http://br.youtube.com/watch?v=yVPGln3__-I

sábado, 27 de setembro de 2008

VILÕES





O Chuck Hipolitho descobriu o Vilania quando eles foram abrir um show pro Forgotten Boys em alguma cidade de São Paulo. Por algum acaso ele ouviu a banda de Sorocaba e acabou se tornando o padrinho/produtor, embora sem qualquer ligação com os Forgottens. Juntos eles produziram dois ep's, o primeiro em 2006 (ORNAouDESORNA) e o segundo esse ano (Assenzio Selvático).
Enfim, por que eu não vou direto ao assunto da banda em si? Simplesmente porque eu devo explicar como eu conheci a banda, e esse é o começo da história. O Chuck se empenhou pra mostrar o Vilania pra gente. E eles se empenharam pra isso. Que talvez seja o verdadeiro início de tudo. Eu conheci com um cover de Jardim Elétrico, dos Mutantes, em algum site de mp3.
Coube a eles o rótulo de Power Pop, tipo Teenage Fanclub, sabe? Faz sentido. Na primeira edição da Rolling Stone brasileira eles já estavam lá. Quando questionados sobre as influências da banda, o vocalista Tescaro fala que elas vão de filmes a quadrinhos, e tudo o que absorvem um dia acaba virando música. Participaram também do Banda Antes na MTV e começaram a ganhar destaque.
Na sexta-feira, 26, eu vi o Vilania ao vivo. Foi lindo. Um duo de vocalistas (um casal) e outro de guitarras, eles tocaram os singles das duas demos, e mais algumas músicas novas. Abriram com Fotografia e fecharam com Noz, entre as melhores do show. Destaque também pra Não é Fácil Ser Eu e Sexo, Drogas e Ultraviolência. No final deu pra conversar com eles e ainda ganhei dois ep's. Haha.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

E eu continuo não entendendo...

Como assim nova linha editorial? Eu já li, reli, re-reli (se é que existe essa palavra) e não consegui entender. Segundo palavras da Luiza, acho que me falta essência.
Acho que essa falta de essência tem acabado com a minha inspiração para postar.
Enfim, que venha o CABARET DOZE Rock'n'Roll music band..
Abaixo um vídeo do Chemical Brothers para tentar salvar esse post.




"Pictures and things that I done before
Circling around out here on the floor
I'm dreaming of this and I'm dreaming of that
Regretting nothing think about that

Seeing waves breaking forms on my horizons
Yeah I'm shining
Seeing waves breaking forms on my horizons
Lord I'm shining
Oh are you hearing me like I'm hearing you
Oh are you hearing me like I'm hearing you"

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

OIP '@#@##';;';';';'/.]


Seguindo a nova linha editorial do Cabaret (blábláblá), e ao mesmo tempo saindo dela, talvez, vou por as tirinhas de humor geniais do cersibon.
Se você não entendeu, ou pior, achou ridículo, idiota, absurdo; não se preocupe. Creio que seja uma questão de essência que também pode ser de tempo. Digo isso por experiência própria. E depois de captada, o sentido e o humor vêm à tona e se torna genial. Humor seco. Dos melhores.


domingo, 21 de setembro de 2008

LA CANCIÓN INESPERADA




Embalada pelo novo disco do Wander Wildner - que ocupa o título desse post, La Canción Inesperada, vim postar em honra ao velho beberrão-poeta.


Wanderlei Luis Wildner nasceu numa cidadezinha bem próxima de Santa Cruz do Sul e conhecida como capital nacional do fumo chamada Venâncio Aires. Morando em Porto Alegre ele foi vocalista da lendááária banda punk gaúcha, Os Replicantes. Esse é o oitavo disco do Wander, o primeiro de músicas inéditas depois da morte do produtor Tom Capone, que produziu dois discos dele, o primeiro de 1996 (Baladas Sangrentas), e o de 2004 (Para-quedas do Coração).

O La Canción tem 10 faixas. Começa com Um Bom Motivo, uma bela popsong com muita amargura e grandes doses de conformismo. Depois, a faixa-título cantada num portunhol atrapalhado como algumas músicas de outros álbuns. Tem ainda Pistoleiros, Porta-retratos (outra amarga popsong em potencial) e Amigo Punk, uma versão da música que lançou a Graforréia Xilarmônica e virou o segundo hino do Rio Grande do Sul. Segue Bocomocamaleão, uma marchinha muito divertida, depois Wynona, O Reverendo Gaúcho, reverenciando algumas bandas que não saíram da fronteira do Rio Grande, e enfim, a melhor do disco, Mares de Cerveja, originalmente gravada pela Barata Oriental. Uma canção para piratas bêbados e com um hard core bem simplista. Pra fechar, En Su Corazón pra honrar a fama do Wander de punk-brega.

Esse disco tem muita coisa diferente do Wander antigo, que era mais durão e visceral. Mas ao mesmo tempo me parece mais bonito, mais bem composto e produzido. O Wander é um bêbado elegante. Mas também é um beatnik, que também é poeta, e digno dos clichês. Porque só o Wander sabe cantar eles direito.

Reconquistar / a força pra remar / e navegar / em mares de cerveja
Embebedar / O medo de arriscar / e navegar / em mares de cerveja
(Refrão de Mares de Cerveja)
Mais em:

sábado, 20 de setembro de 2008

A RAZÃO DAS COISAS


Um comentário me motivou a escrever mais um dos milhares de posts reflexivos, nesse comentário argumentava qual o sentido do cabaret. Eu comecei então a pensar qual é a motivação de sua existência? Qual é o motor que faz com que cada membro da familia cabaret escolha seu pensamento?
Cheguei a uma conclusão depois de muito repensar sobre o tema, o que faz o cabaret se mover seria nada mais que a idéia de mante-lo sempre vivo e ativo, sempre com coisas novas nem que sejam apenas algum apunhalado de números que te fazem rir e indagar qual o grau de loucura daquele elemento, mas isso o faz pensar, isso o faz rir, isso o faz sentir mesmo que por um breve momento algo novo, ou então algo que você já tenha experimentado, aquele ar de nostalgia.
Ficaria aqui continuando a falar sobre esse assunto mas estou com muito sono.
Conclusão: O cabaret é isso, um local onde as pessoas escrevem pra você pensar e pensam para escreverem e querem que façam o mesmo, que você comente e de sua participação pois ele é um canal irreverente e pensante é essa a proposta do cabaret, é essa a sua vitalidade.
Agora podem dizer que surtei e querem me matar mas pensem.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

SEXTA-FEIRA

Saudações!


Estou aqui para manter o meus tradicionais posts de sexta na aula. Porque, é claro, o Cabaret já um veículo de muita tradição.
Ultimamente tenho passado os dias tomando café para amenizar o frio. O café de segunda qualidade, que nós brasileiros consumimos injustamente enquanto o nosso melhor grão toma conta das melhores cafeterias da europa.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Oktober lá vamos nós!

\ É isso aí, rumo à Oktober. Vão preparando seus trajes e assistam ao vídeo para aprender a coreografia. Ensaio hoje na aula do Assísio!
Ein Prosit, ein Prosit der Gemütlichkeit t
tradução esdrúxula: Um brinde, um brinde para ser feliz!