sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Três anos e alguns mais...

"Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele(...)"

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

RUSSOS

"Existe um pequeno cemitério num dos mais distantes recantos da Rússia. Como todos os cemitérios, tem um aspecto muito triste: as valetas que o cercam estão cobertas de vegetação rasteira. As cruzes de madeira cinzenta estão arruinadas e apodrecem sob suas coberturas outrora pintadas. As lousas funerárias estão desmanteladas, como se alguém as empurrasse de baixo. Duas ou três arvorezinhas sem folhas dão uma sombra escassa. As ovelhas pastam tranqüilamente sobre os túmulos... Entre esses túmulos existe um fora do alcance do homem e dos animais. Só os pássaros o freqüentam e ali cantam ao romper do dia. Cerca-o uma grade de ferro. Dois pequenos abertos ladeiam a tumba. Ali está sepultado Eugênio Bazárov. De quando em quando, de um povoado próximo, vem visitar esse túmulo um casal de velhos, trôpegos e débeis, marido e mulher. Apoiando-se um ao outro, caminham com passos lentos e arrastados. Aproximam-se da grade de ferro, caem de joelhos e choram muito tempo, examinando atentamente a pedra indiferente da lousa tumular debaixo da qual repousa o seu filho. Trocam uma breve palavra, espanam o pó da lousa, endireitam o ramo do abeto e rezam de novo. Não têm coragem de abandonar esse lugar, onde se sentem mais perto do filho, da saudade... Será possível que suas orações e suas lágrimas sejam inúteis? Será possível que o amor, o amor sagrado, amor dedicação suprema, não seja onipotente? Não! Seja qual for o coração apaixonado, pecador e revoltado que se esconda num túmulo, as flores que crescem sobre ele nos fitam tranqüilas, com seus olhos inocentes. Elas não falam apenas da calma eterna, da grande, da infinita calma da natureza "indiferente": falam também da paz e da vida eterna..."

De "Pais e filhos", Ivan Turguêniev.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

HIT THE ROAD, JACK!


Tou indo viajar daqui a pouco e fui cobrada de um post hoje. Bom, peço desculpas pelo bairrismo mas é a única coisa que eu tenho em mente agora. Vou arrumar minha mala, tou atrasada. Até!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES...





Deixo aqui várias delas para uma breve reflexão.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

ENSAIO SOBRE A LOUCURA

É estranho pensar nos dias de hoje o quanto que ela está presente, sendo em um mero programa de TV ou em alguém dentro de sua casa que certa vez descobre que a pessoa que ele fala no telefone toda noite antes de dormir durante 4 meses é sua mulher morta a 10 anos.
Coisas assim nos cercam, nos rondam e permeiam nosso sub-consciente e o dia-a-dia de uma forma singular e dando um sabor especial.
Você é louco? é uma pergunta difícil de se responder, ditados populares como "De santo e louco todo mundo tem um pouco" já afirmaram por vezes demais que é uma consideração válida, a literatura, a musica, as artes em geral por incontáveis vezes retratou ela de várias formas. A história está repleta de casos assim, esquisofrenia, disturbios de personalidade, fobias entre muitas outras formas de classificá-la.
Seja em coisas sutis como uma mania que se apresenta em seu dia, até a completa demência e alienação do mundo. Não se sabe bem o motivo, talvez porque atualmente se tornara mais facil diagnosticar todos esses distúrbios ou se a sociedade contemporânea ocidental se estruturou em bases que façam cada vez mais as pessoas se olharem, verem os vermes, a degeneração de ser quem realmente são. Podres, sujos pela sua própria condição de ser quem é. Um ser humano.
Depravações morais e mentais, corruptivas em sua essência moderna, a destruição criada pela estruturação de ser pensante frente a história, finalizando, você é por si só em sua natureza um elemento degradante, que só irá parar o dia que parar de ver uma lógica no todo. O dia em que destruir a si mesmo.

CABARET BY VINICIUS

Olá,

Como estou na casa dos mineiros, devo homenageá-los com esse belíssimo vídeo com uma singela canção sobre um incidente ocorrido num estabelecimento como o nosso, um cabaret!
Sim, caros amigos, eu me envergonho de tal expressão de vulgaridade. Contrastando com a Elisa, que nos apresentou a uma belíssima performace de um musical legendário. OK, acabaram-se as explicações, deixando claro que estou sendo pressionada para fazer esse post.

http://www.youtube.com/watch?v=XwqCpBKRL3Q

Tá, esqueçam que eu existo. Vou postar a discografia do Wilco pra me redimir.
Vou pegar mais uma heineken, adeus.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

FESTA DE INAUGURAÇÃO DO CABARET - APENAS PESSOAL AUTORIZADO.

Bem gente deixando um pouco de lado a saga da semana do "deu tudo errado", acreditem ainda tem mais, muito mais, mas hoje deixaremos de lado a segunda-feira pra falar sobre um outro assunto, a verdadeira festa de inauguração do cabaret, pois como todos sabem ele acaba de ser aberto e nada como uma festa de abertura para deixar todos atentos. Aqui deixo uma breve descrição sobre ela.

"Imperdível!" foi assim que uma das ilustres convidadas definiu o evento, para começar a festa deu início logo após o anoitecer, foi de tirar o folego quando logo na entrada tinha um pote de "balas" não essas de festas infantis, algo de conteúdo um pouco mais adulto.
Adentramos no espaço um enorme salão decorado com tudo o que se possa imaginar de mais extraordinário, mulheres semi-nuas engaioladas, Garotões servindo a todos e lindíssimas mulheres de top-less, era praticamente impossível não notar a gigantesca cama ao centro do salão, os seus 15X20 metros faziam-se imponentes.
Já haviam alguns casais que estavam começando a se aquecer na cama, alguns deles já completamente alucinados, os garçons logo vieram com bandejas de bebidas variadas, tudo da melhor qualidade, as carreiras que estavam com as mulheres onças faziam um espetáculo a parte, deixando todos em um real espirito de euforia, logo a festa não era mais uma qualquer, ela havia se tornado a mais extraordinário exemplo de diversão e prazer na terra.
Logo apareceram os encapuzados, mulheres vestidas de mascaras de vinil andavam sobre quatro patas tragas em coleiras por homens dominadores e tinham em suas costas uma espécie de cela onde vinham kits de seringas sendo distribuidas como drinks em um coquetel.
Agora a diversão estava mais do que completa se via pessoas vivendo em seus mundinhos felizes e perfeitos criados por suas mentes, e as saletas ao redor cada qual com uma temática diferente, se enchiam de seres degenerados criando seus próprios feudos.
E todos nós adentrávamos pela noite sem saber o fim disso, muito eu não me lembro, coisas que eu possa ter feito sem ver ou apenas pensado sem fazer, mas eu tenho apenas uma certeza que ao final da noite eu estava no centro daquela imensa cama com diversos corpos nús sentindo o prazer enebriante de todos como se fosse o meu próprio, todos aqueles corpos quentes e transpirantes atritando com o meu, várias mãos e bocas me faziam sentir mais desejável que um astro de rock em seus dias mais insanos.
A noite teve um fim, não me lembro como aconteceu, só me lembro de ter essas lembranças e o desejo reprimido de voltar a ver algum dia da minha vida outra noite como aquela.

- Reporter colaborador do Cabaret descrevendo a sua experiência no evento.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

LIFE IS A CABARET.

Aí vai meu primeiro post como integrante, dançarina, cafetina do Cabaret do saudoso Zé.
Para tentar mudar um pouco o clima dos últimos posts, resolvi colocar um vídeo do musical Cabaret com a Liza Minnelli.

http://www.youtube.com/watch?v=kCVcIc5Uwmc


What good is sitting alone in your room?

Come hear the music play.

Life is a Cabaret, old chum,

Come to the Cabaret.



Put down the knitting,

The book and the broom.

Time for a holiday.

Life is Cabaret, old chum,

Come to the Cabaret.



Come taste the wine,

Come hear the band.

Come blow your horn,

Start celebrating;

Right this way,

Your table's waiting



No use permitting

soem prophet of doom

To wipe every smile away.

Come hear the music play.

Life is a Cabaret, old chum,

Come to the Cabaret!



I used to have a girlfriend

known as Elsie

With whom I shared

Four sordid rooms in Chelsea



She wasn't what you'd call

A blushing flower...

As a matter of fact

She rented by the hour.



The day she died the neighbors

came to snicker:

"Well, thats what comes

from to much pills and liquor."



But when I saw her laid out like a Queen

She was the happiest...corpse...

I'd ever seen.



I think of Elsie to this very day.

I'd remember how'd she turn to me and say:

"What good is sitting alone in your room?

Come hear the music play.

Life is a Cabaret, old chum,

Come to the Cabaret."



And as for me,

I made up my mind back in Chelsea,

When I go, I'm going like Elsie.



Start by admitting

From cradle to tomb

Isn't that long a stay.

Life is a Cabaret, old chum,

Only a Cabaret, old chum,

And I love a Cabaret!

A SEMANA DO ''DEU TUDO ERRADO'' - UMA QUINTA PARA EXORCIZAR


O assunto estava encerrado, mas com tantas versões dos fatos, eu também resolvi dar o meu parecer.
A sugestão de pauta foi acatada pelo grupo, afinal, parecia uma boa idéia. Fizemos os primeiros contatos, elaboramos as perguntas na quarta-feira, tudo corria bem, ou melhor, dentro da sua normalidade habitual.
Eis que chega a quinta-feira e o dia começa com uma ligação da, como foi dito aqui, a pessoa mais empenhada do grupo. Aparentemente tudo certo, empresa, entrevista, faculdade. Fácil. Mas as coisas não estavam tão bem naquele dia 14 de agosto, não mesmo. Tudo começou com o detalhe climático: chovia torrencialmente na capital do Paraná.
No começo da tarde recebo na minha casa-quarto o coordenador do grupo desesperado com seu novo celular que veio quebrado. Procuramos a assistência mais próxima, e ficamos horas discutindo com o integrante retardatário do grupo que se recusava, com grande esforço, mostrar utilidade.
Depois resolvemos enfrentar a chuva para resolver nossos problemas, o celular e a entrevista. Fracasso número um: uma atendente extremamente indisposta a nos ajudar pondo em prática uma burocracia ridícula. Seguimos para o lugar onde iríamos encontrar outro integrante do grupo, lembrando que só tínhamos um guarda-chuva. Tamanha era a nossa frustração – lembrando que o pior ainda estava por vir – que resolvemos nos afogar numa boa dose de cevada fermentada, cerveja, chopp. Foi o ápice do dia, parecia que as coisas estavam voltando ao normal. Muito engraçado.
Fomos para a entrevista. Andamos. Lugar errado, depois o certo. Estava tudo esquematizado, dez minutos, menos até. “Não”, cru, seco, cruel. Doeu na hora, tentei reverter, argumentei, fiz uso da minha lábia, mas, sem chances.
Desiludidos e inconsoláveis fomos ao estabelecimento comercial superfaturado babar pelas coisas bonitas que nunca iremos possuir, não adiantou. Não era o nosso dia, definitivamente. O motorista se perdeu, o cobrador ficou puto, mas chegamos a salvo na faculdade. Não era o nosso dia.

A SEMANA DO "DEU TUDO ERRADO" - DOMINGO NÃO É DIA DE FOGÃO


Bem para fechar o fim de semana do deu tudo errado, acho que a maré finalmente está passando. Acordei hoje em um horario razoavel 3 da tarde devido a ligações (como sempre), depois que me levantei comi um pão de queijo que estava longe de ser cozido, mas estava bom. Depois fiquei um tempo aqui deixando as contribuições sobre a semana e novamente outra ligação me chamando a ir no Supermercado, fui.
Ao chegarmos começou a onda de encontra e perde, depois que perdemos tempo o bastante com essa brincadeirinha irritante e uma pequena discução no meio do estabelecimento entre eu e meu irmão para chamar mais um pouco de atenção as coisas diminuiram, mas definitivamente não pararam. Foi assim depois de 2 horas dentro daquela porcaria fomos enfrentar uma pequena fila de meia hora, que depois de muito esforço chegou o grande momento de pagar, quando descobri que os tais cartões ainda não haviam voltado.
Com esforço para manter a calma voltamos dessa vez para a casa da minha cunhada pois ela ia fazer uma tal berinjela. Ao chegarmos a sua amiga estava no fogão terminando de montar um pudim para por no forno, depois de 1 hora entre cortar ingredientes preparar e começar a comer, sentimos um então cheiro de que algo estava errado e dessa vez realmente estava. Descobrimos que o pudim estava longe do que deveria ser um pudim tão pouco o seu gosto estava próximo, quando decidimos nos consolar com a tal berinjela em pão integral.
Definitivamente esse não é o prato mais atraente para a maioria das pessoas, mas naquele momento me parecia quase como o supremo dos prazeres. Montei o pão saboroso, na primeira mordida senti um gosto meio estranho mas continuei a mastigar, senti algo mais duro do que o normal, bem mais duro do que deveria ser vi que era um O.V.N.I. (objeto voador não identificado), ele deve ter voado ali sabe lá Deus como e sem sombra de duvidas eu não tinha a menor idéia de que "porra" era aquela.
Achei que era melhor abortar a missão e jogar o que estava em minha boca fora, depois com esforço dei mais uma mordida e ao olhar para a cara de todos percebi que não estavam muito felizes com o que estavam comendo, concluimos que a tal berinjela estava verde, eu acredito que a minha cunhada também não sabe cozinhar (sem querer ofender, muitas mulheres não sabem), mas ficamos com a opção o fogão está desregulado, pelo menos essa a gente engoliu porque o pão e a berinjela com toda a certeza não dava pra descer.

domingo, 17 de agosto de 2008

A SEMANA DO "DEU TUDO ERRADO" - SABADO DE NUNCA VEJA O QUE NÃO CONHEÇA

Mais uma contribuição para a série A semana do "deu tudo errado", dessa vez o episódio de sábado que eu iria fazer mas decidiram mandar antes. Dessa vez a fabulosa Tha Mocelin deixando seu comentário aqui no Cabaret. Imagem tavez sugestiva, de no original "Never back down" deveria virar "Never see this film". Aproveitem.

Já que ninguém falou do sábado, contribuo com acontecimentos da mesma natureza dos últimos postados. Que tal sair correndo, pegar ônibus, comprar a maior delícia líquida e calórica do Bobs, chegar na fila do cinema para comprar o tão esperado ingresso para a seção que está começando e a atendente enrolar e se negar a imprimir o ticket pq era muito difícl voltar o sistema?
Nesta hora temos duas opções: desistir do cine ou caçar outro filme no panfletinho. Segunda opção. Nem preciso dizer que algum dinheiro foi jogado fora. Nem falo da qualidade do filme, mas definitivamente, a temática não me agradou nem um pouco. Já tarde da noite, querendo ir embora... o sinal do celular resolve ficar doido também, cortando todas as ligações após uma chamada. Ainda bem que ainda existem os bons e velhos telefones públicos e as chamadas a cobrar.

Graças a Deus a semana sombria acabou. Que venham dias menos desafiantes a nossa paciência.

E antes que me esqueça, parabéns pelo espírito empreendedor na arte da escrita pessoal...Espero que as próximas histórias tragam coisas boas a todos.

Um abraço
Tha

A SEMANA DO "DEU TUDO ERRADO" - SEXTA O DIA FRIO

Aqui temos uma colaboração do nosso amigo Ricardo que decidiu nos abrilhantar com a sua versão de A semana do "deu tudo errado", agora vocês conferem em primeiríssima mão essa divertída história. (chamada da Globo).

Era sexta feira. Eu estava numa rápida madorna enquanto esperava uma ligação. Para ter certeza de que o barulho do celular me acordaria, coloquei o referido aparelho em cima do travesseiro, o que formou uma cena lindíssima testemunhada apenas por meu pai quando adentrou em meu aposento para que eu imprimisse algo pra ele. O telefone tocou e do outro lado da linha o quarto integrante da fodeção citada no artigo anterior me disse com um tom irônico que a piraúna ruminante tinha ido para seu respectivo brejo. Deveria me apressar em chegar ao nosso QG para ajudar a contar os cadáveres de tamanha matança.

Após enfrentar uma maratona com a ajuda de nossa queridíssima rede de translado interurbano, tudo que eu mais queria era um café na chegada. Ignorando o bom senso e o remorso de jogar R$1,25 fora (ta certo que “na casa do PAI, até o café é mais caro”, mas subir R$0,25 é sacanagem), cheguei e me abracei na máquina de cappuccino. Era a força que eu precisava antes da inevitável verdade: todo nosso esforço tinha ido em vão por causa de um numero de telefone errado.

Estupefato, tentei propor outras soluções, mas parece que nada poderia nos salvar. Seis e cinco, seis e dez, seis e quinze: nesse tempo que nos separava das sete horas, creio que envelheci uns vinte anos. Tomei mais um café. Se somarmos o dia em que me fizeram acreditar que tinha maconha no narguilé fumado por mim ao dia em que investi contra um extintor com um chute, nunca fiquei tão nervoso. Tomei outro café.

Enfim, as tais sete horas chegaram e com ela, também chegou o sujeito que poderia nos resgatar para o purgatório ou nos afundar de vez no inferno. Também chegou o pseudo-responsável pelo fato de nós estarmos em tal encalacrada. Após ponderações com nosso redentor, e uma altercação envolvendo o digníssimo pseudo-responsável pela crise e o já citado quarto integrante de tão fodido e penoso trabalho, chegamos a um denominador comum (que não é “quatro”). Pelo menos essa historia acabou tendo um fechamento venturoso. E para coroar tal fechamento, eu tomei mais um café, desta feita com dinheiro emprestado, pois minhas reservas financeiras findaram.


by Ricardo.

A SEMANA DO "DEU TUDO ERRADO" - SEXTA O TELEFONEMA SINISTRO


Como sempre tudo começa com um telefonema, na sexta foram uns 15 até eu realmente acordar, mas acordei para esse dia. Uma integrante do nosso grupo aqui fica registrado os parabéns pois era a mais empenhada sem duvida nenhuma, mesmo me dizendo que eu tinha o tão ilustre titulo de editor-chefe dessa reportagem e a unica coisa que eu nao tinha feito era algo parecido.
Enfim acordei, fui almoçar e finalmente me encontrar com os meus "cumpanherus" pois haviamos conseguido um furo, após todos acharem que a vaca tinha ido para o brejo, o então presidente do sindicato das empresas de segurança (assunto do trabalho). Depois de tentarmos ligar por diversas vezes, e não conseguir, fomos ao local marcado.
Tudo soava estranho, com aquele ar de isso não vai dar certo, entramos e fomos no sindicato e perguntamos "Queriamos falar com o José." recebemos a resposta da inexistência do Sr. José e nos enviaram para um outro sindicato na sala ao lado onde existia um José, fizemos a mesma indagação a simpática atendente que estranhou nós estarmos a tarde ali, sendo que o homem trabalhava apenas a tarde por ali, assim estavamos a ir embora quando ela disse "sentem-se vou ligar pra ele".
A merda fora jogada no ventilador, ao falar com ele me passou o telefone e aqui relato a conversa:

Depois de 5 segundos de espera que pareceram séculos comecei:
- Boa tarde Dr. José, nós somos da faculdade o Anderson conversou contigo para marcar uma entrevista. - Eu disse me cagando todo.
- Anderson? Que Anderson? Eu não conheço nenhum Anderson não. - Ele me disse com um tom autoritário.
Eu com aquele frio na espinhela de deu merda respondi tentando argumentar - O Anderson da rádio ele disse que conhece o senhor e te ligou.
- Não conheço nenhum Anderson de rádio, qual o sobrenome dele? Qual a rádio onde ele trabalha? - Ele devolveu levando a conversa a outro patamar, onde não importava mais nada, apenas o desejo de sumir.
Eu sem saber as respostas para tais perguntas olhei para os meus "cumpanherus", que me deram as respostas e ele novamente - Vocês devem estar enganados não conheço ninguém assim, ele não me ligou é sobre o que essa entrevista? - Eu expliquei a idéia de tudo e ele.
- É realmente vocês estão enganados, eu não tenho nada a ver com sindicato de empresas de seguranças eu trabalho no sindicato dos "lavadores de carro" (ou algo assim) só presto acessoria como advogado, me desculpe eu realmente não posso ajudá-los.
Eu com a cara no chão me desculpei e despedi assim sai como a um pimentão, talvez eu ganhasse dele em vermelidão se fosse uma competição, decidimos então depois de comunicar o ocorrido aos outros que se dizem pertencente a equipe tomar um chop no shop, isso com dinheiro emprestado pois mais uma que aconteceu na bela semana foi os meus queridos cartões os quais dependo tanto pararem de funcionar por razões e motivos obscuros.
Fomos para a faculdade onde depois de explicar o plano de emergência para tentarmos salvar pelo menos uma parte da nota, as coisas realmente fugiram do controle.
Pessoas que eram para ficar longe não ficaram, pessoas que eram para não chegar chegaram, e pessoas que não eram para ver o circo viram.
Resultado depois de muito conversar com professor e equipe, organizar tudo, finalizamos o plano de vôo, para que todos prossigamos com o trabalho sem perdermos dentes e a paciência, agora parecemos finalmente uma equipe civilizada, ou não.

A SEMANA DO "DEU TUDO ERRADO" - QUINTA O DIA CHUVOSO.


Essa semana para ser sincero realmente "Deu tudo errado", por ela ter se tornado uma tragicomédia virou artigo de nota e vem parar no Cabaret.
Tudo começou certa vez obvio quando acordei, o dia transcorreu como normalmente e tudo parecia ser belo, como em todas as histórias o mundo é perfeito antes de se tornar o caos, então chegou o tal celular novo (o meu antigo saiu de férias, foi viajar pra nunca mais voltar). Fui para a tal aula e voltei, nela ficou decidido o tal trabalho que precisávamos fazer e ficou combinado que no outro dia iriamos fazer a tal entrevista.
A quinta-feira chegou tão rápido quanto os problemas se mostravam, a chuva (gosto dela mas não na quinta), não era algo qualquer tinha um quê sobrenatural (hahaha, pra dar um pouco de emoção) e não parava de cair, aquela coisa fina que se você dá uma corridinha não molha, mas se passa 10 minutos encharca. Nessas condições foi dado o sinal, uma ligação da Luiza nossa companheira de cabaret avisando que precisavamos tomar uma decisão perante ao tal fodido trabalho, decidimos então sair pra faze-lo detalhe que a porra do celular depois de muita espera chegou com defeito.
Fui para a casa-quarto dela onde arquitetamos todos os planos e já naquele momento algo não cheirava bem e não era o quarto. Decidimos então o roteiro, irmos na tal assistência técnica para procurar um tal conserto e que mostrou que de assistência não tem nada, depois fomos ao shopping encontrar o terceiro integrante da fudeção, em todo esse trajeto com apenas um guarda-chuva. O ponto alto do dia foi o chopinho no shoppinho enquanto esperávamos o tal.
Quando ele chegou fomos na entrevista que estava marcada e agendada, depois de muito andarmos achamos o local de encontro, que para a nossa surpresa o rapazote que nos esperava decidiu que não queria mais dar entrevista nenhuma, que não iria responder nenhuma pergunta, "eu me recuso" dizia ele, desconsolados fomos na banca de HQ mais próxima namorar e sonhar coisas que nunca vamos ter, pois por mais que compremos sempre existe uma outra que queremos também e fomos para a tal faculdade que pra fechar com chave de ouro o onibus errou o caminho dando uma volta gigante e nos deixando um pouco longe do local exato.

sábado, 16 de agosto de 2008

LALA HOW THE LIFE GOES ON

.

CEVADA


Olá amigos,

Cá estamos nós nesse humilde blog. Fui cobrada para dar explicações sobre os acontecimentos dos últimos dois dias, porém as coisas tomaram outro rumo, e prefiro deixar como está. Talvez um dia, sob efeito de algumas cervejas eu possa dar maiores explicações.

Meus posts andam breves e vagos e com altas dosagens sentimentais, mas quando eu recuperar a parte necrosada do meu cérebro eu dou mais explicações e desenvolvo coisas mais interessantes.
Até.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

RANCORES

Definitivamente um dia as coisas vão resolver dar errado.
Definitivamente elas dão errado.
E quando elas dão, um chopp talvez resolva, ou não. Chopp natural de 500ml. Chopp premium de 350ml. Chuva. Telefonemas.
Muita Chuva.

Em breve talvez mais explicações.

"NÃO DEIXE O SAMBA MORREEEEEEEEEEEER."

Bem primeiramente como diria a nossa querida Alcione, "Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar", volto aqui para realmente não deixar a peteca cair e resistir bravamente com a marca de 1 post diário.
Sempre lembrando que apesar da nossa "GRANDE EQUIPE" composta por 3 pessoas, sendo que dessas apenas 2 já postaram alguma coisa e a outra não anda contribuindo regularmente, então eu faço as honras da casa escrevendo aqui conversando sabe lá Deus com quem, pois provavelmente ninguêm vai ler, mas vamos fazer a nossa parte.
Hoje não vou só conversar vou trazer algo de valor para todos vocês, sempre pensando no desenvolvimento pessoal de todos, hoje teremos um olhar mais crítico sobre o mundo da propaganda, depois de receitas e poemas hoje é a vez da "PRO", então divirtam-se.




quinta-feira, 14 de agosto de 2008

FRANGO XADREZ

INGREDIENTES:
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 2 cebolas médias cortadas em cubos
  • 2 dentes de alho esmagados
  • 500g de file de frango sem pele cortado em cubos
  • Sal à gosto
  • 1 pimentão verde cortado em cubos
  • 1 pimentão vermelho cortado em cubos
  • 1 pimentão amarelo cortado em cubos
  • 1 xícara de cha de cogumelos em conserva cortados mao meio
  • 1/4 de xícara de molho shoyu
  • 1 colher de sopa de maisena
  • 1/2 xícara de cha de água
  • 2 colheres de sopa de amendoim torrado


MODO DE PREPARO:
  1. Em uma frigideira ou panela grande, misture a metade do azeite de oliva, a cebola, o alho e deixe fritar.
  2. Retire e coloque em um prato.
  3. Na mesma panela, coloque o sal, o restante do azeite e frite os pimentões e os cogumelos por 5 minutos.
  4. Tire e coloque em outro prato.
  5. Ainda na mesma panela, coloque o frango e frite ate dourar.
  6. Coloque todos os ingredientes novamente na frigideira, misture bem com uma colher de pau e refogue por mais 2 minutos.
  7. Em uma xicara, misture o molho shoyu, a maisena e a água.
  8. Mexa bem e junte va mistura de frango.
  9. Cozinhe mexendo constantemente ate formar um molho espesso.
  10. Coloque em uma travessa e polvilhe com amendoim.
  11. Sirva quente.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

CENAS DE UM CRIME

Calmo estou
A morte enfim para ti chegou
Pelas minhas mãos o seu ciclo se completou
O líquido rubro da ferida aberta jorrou
Tua alva pele mergulhada na escarlate banheira está
Teus negros cabelos flutuam dentro dela como algas no mar
Passa a vida frente aos meus olhos bem devagar
A arma, uma faca, deve estar por
Dentro da banheira bem no fundo pois não consigo enxergar
As imagens em colapso fundem em minha mente sem ter eu o poder de evitar
Olho o teto, olho o chão
Ambos vermelho estão
Olho o rosto, olho a mão
Ambos vermelho estão

PESSIMISMO INALGURAL. NÃO PODERIA SER DIFERENTE.

Sou completamente atraída por blogs, admito. Mas o empenho de criar um endereço é inversamente proporcional ao de manter uma freqüência de posts bem escritos e com certo sentido bem colocado em palavras. Talvez isso signifique que eu goste da idéia, mas não sou competente para por em prática, ou simplesmente só preguiça e falta de comprometimento com as coisas. Ah, convenhamos, é só um blog vulnerável ao hiato.

Novas divagações estão por vir,
Hasta.

LOS TRES PORQUITOS


É com muito prazer que abrimos as portas do Cabaret.

1... 2... 3...

Olá!