domingo, 17 de agosto de 2008

A SEMANA DO "DEU TUDO ERRADO" - SEXTA O DIA FRIO

Aqui temos uma colaboração do nosso amigo Ricardo que decidiu nos abrilhantar com a sua versão de A semana do "deu tudo errado", agora vocês conferem em primeiríssima mão essa divertída história. (chamada da Globo).

Era sexta feira. Eu estava numa rápida madorna enquanto esperava uma ligação. Para ter certeza de que o barulho do celular me acordaria, coloquei o referido aparelho em cima do travesseiro, o que formou uma cena lindíssima testemunhada apenas por meu pai quando adentrou em meu aposento para que eu imprimisse algo pra ele. O telefone tocou e do outro lado da linha o quarto integrante da fodeção citada no artigo anterior me disse com um tom irônico que a piraúna ruminante tinha ido para seu respectivo brejo. Deveria me apressar em chegar ao nosso QG para ajudar a contar os cadáveres de tamanha matança.

Após enfrentar uma maratona com a ajuda de nossa queridíssima rede de translado interurbano, tudo que eu mais queria era um café na chegada. Ignorando o bom senso e o remorso de jogar R$1,25 fora (ta certo que “na casa do PAI, até o café é mais caro”, mas subir R$0,25 é sacanagem), cheguei e me abracei na máquina de cappuccino. Era a força que eu precisava antes da inevitável verdade: todo nosso esforço tinha ido em vão por causa de um numero de telefone errado.

Estupefato, tentei propor outras soluções, mas parece que nada poderia nos salvar. Seis e cinco, seis e dez, seis e quinze: nesse tempo que nos separava das sete horas, creio que envelheci uns vinte anos. Tomei mais um café. Se somarmos o dia em que me fizeram acreditar que tinha maconha no narguilé fumado por mim ao dia em que investi contra um extintor com um chute, nunca fiquei tão nervoso. Tomei outro café.

Enfim, as tais sete horas chegaram e com ela, também chegou o sujeito que poderia nos resgatar para o purgatório ou nos afundar de vez no inferno. Também chegou o pseudo-responsável pelo fato de nós estarmos em tal encalacrada. Após ponderações com nosso redentor, e uma altercação envolvendo o digníssimo pseudo-responsável pela crise e o já citado quarto integrante de tão fodido e penoso trabalho, chegamos a um denominador comum (que não é “quatro”). Pelo menos essa historia acabou tendo um fechamento venturoso. E para coroar tal fechamento, eu tomei mais um café, desta feita com dinheiro emprestado, pois minhas reservas financeiras findaram.


by Ricardo.

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