segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A SEMANA DO ''DEU TUDO ERRADO'' - UMA QUINTA PARA EXORCIZAR


O assunto estava encerrado, mas com tantas versões dos fatos, eu também resolvi dar o meu parecer.
A sugestão de pauta foi acatada pelo grupo, afinal, parecia uma boa idéia. Fizemos os primeiros contatos, elaboramos as perguntas na quarta-feira, tudo corria bem, ou melhor, dentro da sua normalidade habitual.
Eis que chega a quinta-feira e o dia começa com uma ligação da, como foi dito aqui, a pessoa mais empenhada do grupo. Aparentemente tudo certo, empresa, entrevista, faculdade. Fácil. Mas as coisas não estavam tão bem naquele dia 14 de agosto, não mesmo. Tudo começou com o detalhe climático: chovia torrencialmente na capital do Paraná.
No começo da tarde recebo na minha casa-quarto o coordenador do grupo desesperado com seu novo celular que veio quebrado. Procuramos a assistência mais próxima, e ficamos horas discutindo com o integrante retardatário do grupo que se recusava, com grande esforço, mostrar utilidade.
Depois resolvemos enfrentar a chuva para resolver nossos problemas, o celular e a entrevista. Fracasso número um: uma atendente extremamente indisposta a nos ajudar pondo em prática uma burocracia ridícula. Seguimos para o lugar onde iríamos encontrar outro integrante do grupo, lembrando que só tínhamos um guarda-chuva. Tamanha era a nossa frustração – lembrando que o pior ainda estava por vir – que resolvemos nos afogar numa boa dose de cevada fermentada, cerveja, chopp. Foi o ápice do dia, parecia que as coisas estavam voltando ao normal. Muito engraçado.
Fomos para a entrevista. Andamos. Lugar errado, depois o certo. Estava tudo esquematizado, dez minutos, menos até. “Não”, cru, seco, cruel. Doeu na hora, tentei reverter, argumentei, fiz uso da minha lábia, mas, sem chances.
Desiludidos e inconsoláveis fomos ao estabelecimento comercial superfaturado babar pelas coisas bonitas que nunca iremos possuir, não adiantou. Não era o nosso dia, definitivamente. O motorista se perdeu, o cobrador ficou puto, mas chegamos a salvo na faculdade. Não era o nosso dia.

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