Quarenta e um anos, beberrão, trabalha esporadicamente, não apresenta sintomatologia psiquiátrica. Até fica bravo se alguém fala de estigmas...
Era o destino, não tinha escapatória. Eu não podia largar o trabalho no bar, mas a maldição já tinha chegado até lá. Não adiantava eu tentar esconder isso de mim. Sabia que não tinha como explicar, e ninguém acreditaria mesmo...
Eu precisava manter a calma. Nada de explodir nem gritar. Agüentar firme. Se perdesse aquele trabalho, como é que ia sobreviver? Eu precisava resistir a qualquer custo: engolir e agüentar.
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